Veja destaques da programação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que completa 50 anos nesta edição e começa no dia 15 de outubro
Mais de 390 produções de 90 países serão exibidas durante a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que começa nesta quinta-feira (15). O festival, que comemora 50 anos, vai ocupar 57 salas de cinema, espaços culturais e CEUs da capital paulista até o dia 29 de outubro.
O Mulher no Cinema preparou uma lista com 20 filmes dirigidos por mulheres que estão entre os destaques da programação. Para saber dias, horários e locais de exibição, consulte o site da Mostra.
Três médicos americanos — um palestino, um judeu e um zoroastrista — entram em Gaza unidos por um objetivo: salvar vidas. Após atuarem como voluntários, eles levam sua batalha das linhas de frente da guerra para os corredores do Congresso. Dirigido por Poh Si Teng.
Eva está de passagem por Madri, e vaga sozinha pela cidade. Um dia, conhece Dante, um historiador argentino que pesquisa sobre a figura de Juan Bialet Massé e as lutas operárias de seu país. Dirigido por María Aparicio.
Em Svilengrad, uma pequena cidade da Bulgária, Veska cruza o caminho de Saïd, um velho conhecido que teve o carro roubado. Disposta a ajudar, ela o leva até o sítio arqueológico onde trabalha. Com a reaproximação dos dois, Veska acaba envolvida pelo submundo obscuro de onde Saïd emergiu e passa a investigar redes criminosas. Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, o filme é dirigido por Valeska Grisebach.
O documentário da diretora Maya Annik Bedward analisa a evolução da figura do zumbi, expondo como o colonialismo, o imperialismo e o capitalismo transformaram uma metáfora da escravidão no Haiti colonial no monstro mais lucrativo da cultura pop.
Duas amigas inseparáveis treinam para uma importante competição de natação, até que um trauma coloca o vínculo das duas à prova. Vencedor do Urso de Cristal de melhor filme na seção Generation 14plus do Festival de Berlim, o filme é dirigido por Fernanda Tovar.
Décadas após seu misterioso desaparecimento, a Condessa Sangrenta ressurge na Viena dos dias atuais. Ao lado de sua fiel criada, ela procura um livro perigoso, capaz de destruir todo o mal. Dirigido por Ulrike Ottinger.
A dançarina Inês vive com a família em um circo decadente. Após perder um bebê, ela busca novos sentidos para sua vida. Dirigido por Tuca Siqueira.
O amor de Olya e Oleh, um jovem casal queer ucraniano, é posto à prova quando o processo de transição de gênero de um deles colide com a invasão em larga escala da Rússia. Dirigido por Isabelle Stever.
Ella e sua filha tentam reconstruir a rotina um ano após sofrerem uma perda. Ao lado do jovem Lux, elas fazem uma viagem onde lidam com o luto, a culpa e a necessidade de seguir em frente. Dirigido por Sandra Wollner.
Durante uma ressonância magnética, Rosa é orientada a evocar uma lembrança feliz. Ela revisita o passado e reconstrói um episódio que nunca viveu: uma travessia com sua mãe, Dalva, mulher livre e irreverente que foi presa por matar um homem prestes a cometer feminicídio. Dirigido por Janaína Marques.
Marie é uma jovem babá e empregada que está prestes a se casar com Christian, o viúvo rico para quem trabalha. No entanto, seus planos são ameaçados por um segredo: durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), ela teve um relacionamento íntimo com um soldado alemão. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, o filme é dirigido por May El-Thouky.
Um famoso ator aposentado do cinema georgiano, acostumado a interpretar protagonistas heroicos, inicia uma jornada catártica após uma jovem diretora lhe oferecer um papel coadjuvante excêntrico e antipático. Vencedor do Prêmio da Crítica e do Prêmio Especial do Júri no Festival de Roterdã, o filme é dirigido por Ana Urushadze.
Layal administra um posto de gasolina só para mulheres no Iêmen devastado pela guerra. Ali, as regras são simples: nada de homens, de armas ou de política. E neste espaço, mulheres de diferentes trajetórias se encontram para conseguir combustível e também se conectar. Dirigido por Sara Ishaq.
Neste documentário, a cineasta afro-brasileira Sabrina Fidalgo e o fotógrafo suíço Yvan Rodic embarcam em uma jornada por diversos países para investigar como o colonialismo e o racismo continuam moldando o mundo contemporâneo.
A partir da trajetória de Laudelina de Campos Mello (1904-1991), que fundou a primeira associação de trabalhadoras domésticas do país, o documentário da diretora Joyce Prado (1987-2025) constrói uma ponte entre passado e presente e evidencia a continuidade de um sistema herdado da escravidão.
A partir de cinco retratos de parentes e mentores, a diretora Pegah Ahangarani esboça sua história de vida e resgata mais de 40 anos da história do Irã. Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes.
Por meio de paisagens cinematográficas e contemplativas, o documentário explora fronteiras ao redor do mundo onde a vigilância e a inteligência artificial decidem quem vive ou morre. Dirigido por Kenya-Jade Pinto.
Terceira parte da trilogia da diretora Barbara Kopple sobre direitos trabalhistas, o documentário acompanha três trabalhadores do setor de entregas de Nova York, e sua luta contra corporações poderosas.



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