Plano é "neutralizar" lideranças que fariam campanha para Flávio em redutos bolsonaristas
Priorize VEJA no Google O empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro, de acordo com pesquisa Real Time Big Data divulgada na quarta-feira, 2, anima o eleitorado petista. Vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá credita o resultado à ampliação da campanha no estado – berço do bolsonarismo – na direção do eleitorado de centro. A estratégia ocorre com ajuda indireta de caciques políticos da Baixada Fluminense que apoiam Eduardo Paes (PSD) e optaram pela “neutralidade” na eleição presidencial.
Na verdade, há um combinado, inclusive entre figuras de tradição bolsonarista, de não fazer campanha para Flávio. O discurso oficial é de que a prioridade é a vitória de Paes sobre Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do senador. E tudo isso foi discutido com o próprio Lula durante um churrasco com representantes do centrão na Gávea Pequena, residência do prefeito da capital, Eduardo Cavaliere. “No Brasil, a esquerda só ganha eleições e tem maioria para governar fazendo alianças com o centro. E, no Rio, estamos fazendo isso”, diz Quaquá, coordenador da campanha de Lula no estado, acrescentando a conta que faz sobre o movimento desses caciques: “Ganhamos uns e neutralizamos outros”.
O plano é “neutralizar” nomes que caminhariam antes com Flávio nos maiores redutos bolsonaristas. Isso ficou claro durante agendas de Flávio com Ruas em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, municípios onde lideranças importantes ficaram de fora dos comícios da dupla.
Político de Caxias, Washington Reis (MDB) indicou a irmã, Jane Reis, para vice de Paes. Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, do PP, “pulou o muro” e saiu de vice de Ruas para aliado de primeira hora do político do PSD. Antonio Rueda, presidente do União Brasil e candidato a deputado federal, estaria seguindo a mesma linha com Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e agora na disputa por uma vaga na Alerj.
Pelo levantamento do Real Time Big Data, no primeiro turno, Flávio tem 36% das intenções de voto no Rio contra 34% de Lula. Considerando a margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, há empate técnico também no segundo turno: Flávio soma 45% das intenções de voto, contra 41% de Lula.


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