As atitudes que ajudam a frear a osteoartrite, segundo ortopedista

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A osteoartrite do joelho afeta 15 milhões de brasileiros, impactando mobilidade e qualidade de vida. Mas a progressão pode ser controlada! Exercícios, dieta saudável e perda de peso são cruciais para reduzir a dor. Entenda como a atividade física e a alimentação correta, junto a avanços nos tratamentos, podem transformar sua vida.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Os números impressionam: 15 milhões de pessoas no Brasil sofrem com osteoartrite (ou artrose) do joelho, uma doença crônica degenerativa que acomete a cartilagem articular e atinge o osso abaixo dessa cartilagem (subcondral), podendo afetar seriamente a mobilidade e a qualidade de vida.

Mas a progressão da doença não está completamente fora do controle. Exercícios, fortalecimento dos músculos das pernas, uma dieta mais saudável e até mesmo uma perda de peso moderada podem reduzir drasticamente o estresse nos joelhos e ajudar a controlar a dor.

A cartilagem saudável permite que o joelho se mova suavemente, ao mesmo tempo que ajuda a proteger os ossos. Conforme essa camada protetora se torna mais fina, podem surgir dores e outros problemas, que podem se agravar com o tempo.

Os efeitos da osteoartrite podem ir muito além da dor nas articulações. A dificuldade de locomoção pode resultar em faltas ao trabalho e perda de renda. Também pode desestimular a prática de atividades físicas, o que pode aumentar o risco de doenças crônicas, incluindo doenças cardíacas, câncer e diabetes.

Embora se saiba que a atividade física alivia os sintomas, apenas uma em cada dez pessoas com artrose pratica exercícios regularmente. Muitas pessoas acreditam, erroneamente, que a atividade física pode ser perigosa para a condição.

Os exercícios físicos podem trazer benefícios como uma forma de tratamento não medicamentoso da artrose por meio das seguintes formas: redução da dor pela liberação de endorfinas, fortalecimento muscular que proporciona maior estabilidade e equilíbrio, melhora da função articular (preserva e mantém a mobilidade), melhora do equilíbrio e da coordenação (prevenindo quedas), controle do peso corporal, retardo na progressão da doença e melhora da qualidade de vida.

A prática regular de exercícios também melhora a circulação sanguínea e estimula a produção do líquido sinovial, que nutre a cartilagem articular. Com os exercícios, este líquido se distribui e circula melhor por toda a articulação, embebendo a cartilagem de forma a manter sua hidratação.

Com isso, há uma melhora do poder de amortecimento da cartilagem e da mobilidade e, consequentemente, menos dor e menor desgaste da cartilagem articular.

O mais importante é a indicação correta do tipo de atividade física e o momento certo para fazê-la. Existem contraindicações. Por exemplo, pacientes com artrose não devem praticar atividades de alto impacto nem praticar atividades quando estão em uma crise de dor ou de inchaço (derrame articular).

A dieta também importa. Comer mais vegetais e menos alimentos processados ou açucarados reduz a inflamação no corpo, o que pode diminuir a dor da osteoartrite em todas as articulações. A má alimentação pode potencializar dores nos joelhos de forma indireta por meio de três mecanismos básicos: ganho de peso com sobrecarga articular, baixa ingestão de proteínas que pode diminuir a massa muscular e assim reduzir a proteção das articulações, e ingestão de alimentos com potencial inflamatório.

Por fim, os tratamentos vêm avançando, desde o desenvolvimento de substâncias que podem proteger a cartilagem por meio da diminuição do atrito e do controle do processo inflamatório articular, como o ácido hialurônico, até o desenvolvimento de próteses customizadas, ou seja, feitas para o próprio indivíduo.

Nos casos mais graves ou nas formas mais avançadas da doença, estão indicadas as cirurgias para substituição das articulações, também conhecidas como artroplastias.

*Marcos Cortelazo é ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva do Hospital Israelita Albert Einstein e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)