Portugal sofreu, mas o Gonçalo Ramos resolveu o que Martínez quase estragou. CR7 marcou, o sensor apitou e agora é rezar à Padeira para despachar a Espanha.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O apito está dado. Arranca agora o E o Campeão É., edição especial. Até às 20h olhamos para a vitória de Portugal no jogo com a Croácia. Eu sou a Maria João Simões e ao Bruno Vieira Amaral juntam-se o João Pinto e o Pedro Henriques. Bom dia, bem-vindos.
Durante mais de duas horas, o coração de milhares de portugueses fez uma autêntica viagem de montanha-russa. Esteve a perder, depois na segunda parte, ao minuto 53, os croatas terem marcado o primeiro gol do jogo. Pouco tempo depois, um pênalti marcado por Cristiano Ronaldo fez o empate e quando tudo parecia estar encaminhado para o prolongamento, Gonçalo Ramos, saído do banco, marcou e deu a vitória a Portugal. Pedro, começo por ti. Que jogo sofrido. Portugal vence, mas convence? Começou um novo mundial?
Olha, eu tenho muitas poucas palavras hoje para falar do jogo de Portugal.
Não, estou de volta com a tecnologia, com o VAR e com sensores. Basicamente, eu tinha falado que este ia ser o mundial da arbitragem, porque nunca houve mudanças tão profundas e drásticas, e todas elas já entraram em vigor. As trocas dos cinco segundos nos pontapés de baliza por canto, o lançamento cinco segundos, as substituições 10 segundos, lei para este ano e tudo já entrou em campo. E agora faltava uma coisa, que era entrar a tecnologia ao mais alto nível. De qualquer maneira, entrou em bom, não é por ter sido uma situação que resolveu um lance para Portugal, é porque andamos aqui anos e anos-
Estás a falar do gol anulado?
Exatamente. Anos e anos aqui a culpar, entre aspas, aquilo que é o erro humano, a culpar e a perceber que ele existe e em determinadas situações em que o olho humano não consegue percepcionar, e esta era uma delas, aparece uma coisa chamada IMU, ou seja, é um sensor da medição inercial, é uma unidade de medição inercial, que está posicionada e estabilizada mesmo no centro geométrico do interior desta bola, da Trionda, e que deteta de forma instantânea a velocidade, a trajetória e, sobretudo, como foi preciso neste caso, o momento em que alguém toca eventualmente na bola. E esse alguém foi o Matanovic que tocou mesmo na bola. E não vale a pena dizer que as imagens não se percebem ou dá a ideia que não tocou. Isto não tem nada a ver com imagens.
A tecnologia esclarece.
Está lá a tecnologia, tem lá aquele sensor, que é uma linha tipo eletrocardiograma, no momento em que ele toca na bola, dá aquele picozinho e eu só queria para todas estas pessoas que hoje abri a internet e desliguei logo, porque até fiquei com suores frios. É só para relembrar o seguinte: é que além disto tudo, relembrar que está a ser usada uma tecnologia avançada de fora de jogo, o SAOT semiautomático, impulsionada por inteligência artificial, avatars 3D dos jogadores e a tal bola inteligência. Os estádios são equipados com 16 câmaras de alta velocidade instaladas na cobertura. Estas câmaras seguem a bola e monitorizam 29 pontos de dados corporais de cada jogador, 50 vezes por segundo. Pessoal, não há qualquer erro humano, não há linhas tortas. Tortos são vocês todos que vão para a internet e pôr linhas à mão em cima do telemóvel. Portanto, isto é tecnologia pura e dura e aquilo que aconteceu foi, durante o jogo, um pênalti muito bem dado pelo vídeo-árbitro, senão não era pênalti. Dois gols anulados, um a Portugal, um à Croácia, pelos árbitros assistentes. E foram os árbitros assistentes. Um fora de jogo à Croácia, que se não fosse o vídeo-árbitro, era mais uma vez validade. E depois terminamos com esta questão da tecnologia. Isto é sensores puros a aparecer e a tecnologia ao serviço do futebol. E isso todos nós queremos, verdade desportiva nestes lances. Quanto ao jogo, termino com isto. Nem sequer estou a pensar na Croácia, eu estou a pensar onde é que está o padeiro Alves Barrota para nos ajudar na segunda-feira, para ajudar a nós e ajudar o Ruca. O Ruca ontem foi ajudado e adiou a sua substituição pelo JJ. Obrigado, Ruca. O JJ entra mais tarde, tu não vais ser substituído para já, mas vais ser substituído, porque realmente segunda-feira eu não sei o que nos vai acontecer. Oxalá venha uma luzinha do céu.
Isto já responde à minha pergunta.
Aquilo que eu vi da Espanha e aquilo que eu tenho visto de Portugal, meu Deus.
João Pinto, chamem o Gonçalo que ele resolve?
Mais nada. É isso mesmo, chamem o Gonçalo que ele resolve. Foi isso mesmo, foi um jogo de muita tecnologia, mas também muita emoção. Isto não tarda muito, estamos todos ao computador. Mas sim, foi um jogo decidido à última da hora, com um grande gol do Gonçalo. Um gesto técnico incrível, aquela cabeçada não é nada fácil, no meio daqueles dois latagões. Ele conseguir ter a percepção de onde é que a bola ia cair e conseguir rodar a cabeça e meter a bola no sítio certo. É um grande gol de Portugal e foi realmente um fim de espetáculo extraordinário.
Bruno, o que destacas desta partida? A seleção mostrou duas caras.
Duas, não. Mostrou umas cinco ou seis caras. Mostrou cara de confiança, depois de pânico.
De desespero mesmo, de sofrimento. E mostrou também muitos corações e eu acho que isso foi o que acabou por fazer a diferença, porque esta seleção croata normalmente exige este tipo de resposta. Essas caras, de facto, não foram todas muito bonitas. Portugal entrou melhor, eu creio que surpreendeu a Croácia na forma como entrou, de jogar com os dois extremos e não com o jogador avançado mais interior, por exemplo, o Félix no lugar do Rafael Leão. Criou uma boa oportunidade, teve ali alguns cruzamentos perigosos, mas depois mesmo com o domínio, a Croácia passou a controlar o jogo. Com os olhos, é verdade, porque a posse de bola estava com Portugal, mas estava confortável com esse domínio de Portugal. Na segunda parte, a Croácia entrou em campo com aquele slogan do Chega, é o limpar Portugal. Entrou para limpar Portugal do Campeonato do Mundo, criou muitas dificuldades, criou oportunidades.
Foi quando ficamos em pânico, não é?
Sim, eu acho que essa foi a maior diferença, é que Portugal teve mais períodos de domínio, mas os períodos que a Croácia teve criou mais oportunidades, criou mais perigo e valeu-nos o São Diogo Costa, que também nos tem safado. E depois do primeiro gol e de mais uma oportunidade para a Croácia, foi o modo desespero. Roberto Martínez faz aquelas quatro substituições de uma assentada Teve a sorte de Portugal empatar de pênalti, mas Portugal estava completamente desequilibrado. O treinador croata percebeu isso, lançou o Palasitich e aí foi o desespero. Do momento em que entra o Palasitich, depois do gol de Portugal aos 68 minutos, a substituição, até entrar o Rúben Neves, Portugal esteve no modo pânico, no modo desespero. E esse é o momento decisivo do reinado, do consulado de Roberto Martínez, é quando ele percebe que tem duas alternativas: ou tira Rafael Leão para pôr o Rúben Neves, ou tira Cristiano Ronaldo. Não fazia sentido estar a jogar com dois avançados, portanto o que fazia sentido era tirar Cristiano Ronaldo, porque o Gonçalo Ramos tinha entrado há poucos minutos. Fazia sentido tirar o Cristiano Ronaldo para pôr o Rúben Neves para a equipe se equilibrar. Foi isso que aconteceu. Nós vimos do que é que Roberto Martínez andou a fugir este tempo todo. Foi daquela reação de Cristiano Ronaldo. Felizmente ganhamos, correu tudo bem. Mas deixa-me só elogiar aqui a seleção croata. Pode já não ter a mesma qualidade de outros tempos, os mesmos jogadores ou jogadores de tanta qualidade, mas não há nenhuma seleção que jogue com o espírito da Croácia. Aliás, os resultados em mundiais dizem isso mesmo. É uma equipe que vai muitas vezes a prolongamento, a pênaltis, tem esse espírito, tem essa luta. Portugal vai enfren




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário