Houve um tempo em que a confissão tinha destinatários de confiança: o padre, o diário, o travesseiro, Deus. Todos sabiam guardar segredo. Um homem do interior do Espírito Santo escolheu outro confidente — digitou a um chatbot o plano de mandar matar o próprio…
Houve um tempo em que a confissão tinha destinatários de confiança: o padre, o diário, o travesseiro, Deus. Todos sabiam guardar segredo. Um homem do interior do Espírito Santo escolheu outro confidente — digitou a um chatbot o plano de mandar matar o próprio filho de oito anos para se livrar da pensão. O que ele não imaginava é que esse confessor não guarda segredo algum e tem linha direta com a polícia. A empresa de inteligência artificial leu, classificou o risco e acionou o FBI, que avisou o Ministério da Justiça, que mobilizou a polícia capixaba. A prisão veio um dia antes da data marcada para o crime. Salvou, ao que tudo indica, a vida de uma criança.


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