Helena Ferro Gouveia defende que a Europa não pode ser neutra e tem de apoiar as sanções ao Irão. A especialista em relações internacionais prevê ataques russos à energia ucraniana no inverno.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Gabinete de Guerra no Rádio Observador, espaço onde analisamos os principais focos de tensão na geopolítica mundial e hoje contamos com a análise da especialista em Relações Internacionais, Helena Ferro Gouveia. Seja muito bem-vinda à Rádio Observador. Obrigado por aceitar o nosso convite.
Olá, Martim. Muito obrigada pelo convite.
Vamos começar pelo mais recente e, neste caso, vai ser a guerra no Médio Oriente. Isto porque o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, falou há pouco, anunciou sanções econômicas contra o Irão. No discurso de hoje, Bessent afirma que países que mantenham a atividade econômica com o Irão serão isolados e sofrerão medidas unilaterais por parte dos Estados Unidos. Para além disso, Bessent diz que todas as entidades que mantenham relações com o Irão serão também excluídas do sistema do dólar. J.D. Vance, o vice-presidente norte-americano, já tinha dito há uns dias que a melhor abordagem que os Estados Unidos poderiam ter contra o Irão era avançar com medidas econômicas. Acha que estas medidas econômicas são o caminho para uma possível, por exemplo, abertura do estreito, como já tinha dito J.D. Vance?
Nós temos, neste momento, um pacote de sanções que visa a asfixia econômica do Irão. É importante recordar que o Irão já estava sob sanções anteriormente. Esta administração havia colocado sanções sobre 60 pessoas e entidades, e agora há aqui um agravamento destas medidas. E é interessante que nós olhamos para os cinco setores mais importantes do Irão, de acordo com o Scott Bessent, que são a tecnologia, o ouro e os minerais preciosos, a aviação comercial e militar, o transporte marítimo comercial e de carga, e aquilo que são criptomoedas. Visa-se que estes vários setores e todos os países que façam negócios com o Irão ou que possibilitem que o Irão, por portas travessas ou por portas traseiras, consigam aceder ao sistema do dólar internacional ou consigam escoar os seus produtos, serão afetados com as sanções secundárias. Agora, há aqui uma questão, e também Scott Bessent disse uma frase que é interessante, que os Estados Unidos não tolerarão países que operem em zonas cinzentas, falando das empresas de fachada que existem para fazer negócios com o Irão, nomeadamente empresas chinesas ou de outros países. Mas nós tendemos muito a olhar para países como a China e como a Rússia, que abertamente fazem e têm sido a linha de vida do Irão. Mas há dois outros países que surgem e que estão na linha de fogo também. Um deles é o Paquistão, que tem um acordo comercial com o Irão, outro é a Turquia, e que são países que, por um lado, têm sido mediadores neste conflito, nomeadamente o Paquistão, e a Turquia é um aliado dos Estados norte-americanos. Como é que isto depois se irá materializar é uma grande questão. Agora, se de fato estas sanções, esta asfixia econômica que já está a ter impacto no Irão, porque hoje um dólar norte-americano equivalia a 2 milhões de riais, a vida neste momento é incomportável para o cidadão comum iraniano, embora isso não preocupe, obviamente, o regime. O que nós temos aqui é, se se mantiver esta asfixia econômica, se não houver formas de lhe escapar, combinada com o bloqueio naval, coloca a Guarda Revolucionária, que é no fundo quem acaba por estar a dominar e a controlar o Irão, numa situação muito difícil. Não que eles estejam preocupados com a sua população ou com o sofrimento dos iranianos, isso aliás é muito claro, porque quem chacina 30 a 50 mil pessoas em dois dias não tem a menor preocupação com aquilo que são direitos humanos. Está preocupado, por um lado, por ver afetadas as suas fontes de receita, porque eu recordo aqui que 40% das receitas da venda de petróleo e de outros negócios eram redistribuídas dentro da Guarda Revolucionária e dos seus líderes, mas aquilo que os preocupa verdadeiramente é o receio de protestos populares, porque há várias informações de agências secretas de que a situação interna no Irão neste momento é muito tensa e que a pressão econômica pode colocar pressão sobre o regime. A conjugação desta asfixia econômica com o bloqueio naval que está a funcionar poderá levar o Irão, conjugando estes fatores todos, a tentar conversar novamente com os Estados Unidos e as vias, sobretudo aquelas que são as vias longe dos holofotes, continuam abertas e as conversas continuam a decorrer.
A Helena tocou num ponto que por acaso até ia tocar já a seguir, que era os países que mantêm relações comerciais com o Irão. Falou da Turquia, é um desses países, mas eu queria mais ir para a China neste preciso momento. A China, apesar de não ter, pelo menos oficialmente, tido tantas trocas em termos de petróleo, porque um dos maiores negócios de exportação do Irão para a China é o petróleo. Acha que mesmo esta nova medida de Scott Bessent poderia visar a China? Parece-lhe que a China vai parar de ter negócios com o Irão e mesmo que com a China, já em 2017, no primeiro mandato de Trump, teve uma guerra econômica com os Estados Unidos e que por muitos economistas é considerada como um dos grandes fracassos de Donald Trump. Seria inteligente os Estados Unidos entrarem numa guerra econômica com a China novamente?
Esta questão é uma questão bastante complexa. Nós temos, por exemplo, a China o que fez foi montar uma frota fantasma, tal como fez a Federação Russa, para escoar o seu petróleo. A China o também fez, criando redes de empresas de fachadas e contornando as sanções e continuando a transportar petróleo. Depois criou uma série de refinarias teapot, ou seja, refinarias de menor dimensão, daí o serem o teapot, o bull, que operavam fora do sistema financeiro global, que transacionavam diretamente em yuan e que são bastante difíceis de sancionar para Washington. Parece-me que o ponto mais frágil deste pacote, se quisermos, de sanções, é precisamente a China. Por um lado, os Estados Unidos, e apesar de todo este discurso norte-americano e também chinês, toda esta retórica bastante aguerrida, não quer um confronto direto com a República Popular da China, nem a China quer um confronto direto com os Estados Unidos Poderá haver aqui da parte da China, talvez o encerramento de uma ou outra destas pequenas refinarias independentes de menor dimensão, mas penso que, de alguma forma, se vai fechar os olhos a esta frota fantasma ou vai se fazer de conta, colocando pressão no Irão, colocando pressão sobretudo em países que são aliados e que são mais facilmente pressionáveis, que é o caso ou da Turquia, ou do Paquistão, ou de países terceiros que através da exportação de bens duais, têm permitido ao Irão, por um lado, continuar a sua indústria de armamento, por outro lado, continuar a escoar os seus produtos. E a questão dos minerais raros aqui também é uma questão importante, mas a China vai encontrar alguma forma de escapar a estas sanções. O Irão precisa de Pequim, mesmo que Pequim só feche algumas refinarias ou dê baixa de alguns navios, alguns petroleiros desta frota fantasma, para o Irão, isso será um golpe muito grande. Mas é interessante nós percebermos que, por exemplo, apesar desta relação que existe entre a China e o Irão, relação comercial, as grandes instituições financeiras chinesas têm evitado aquilo que são investimentos diretos de grande escala em solo iraniano, porque não querem, e esse é o ponto que eu queria fazer, eles não querem perder o acesso ao mercado dos Estados Unidos, nem da Europa. Há aqui um calibrar, se quisermos, do apoio que é dado ao Irão para não enfurecer outros parceiros que são vitais no Médio Oriente, sejam eles Arábia Saudita ou os Emirados Árabes Unidos. Isto é bastante complexo. Vamos ter aqui a China a ceder parcialmente, mantendo talvez algumas estruturas, mas também não vai querer afrontar nem os Estados Unidos, nem os outros aliados.
Ainda por cima, a China que tem uma das maiores empresas de criptomoedas, neste caso a Binance, e de acordo também com o Wall Street Journal, um dos grandes financiadores do Irão, ou pelo menos uma das grandes maneiras do Irão receber dinheiro, neste caso, da Guarda Revolucionária Iraniana, como a Helena dizia há pouco, é através também dessa plataforma, dessa Binance. Também queria tocar agora na Turquia, porque a Turquia importa muito gás natural do Irão e tem acordos bilaterais com o Irão. Vê-se agora aqui numa espécie de corda bamba, porque, por um lado, tem os Estados Unidos a dizer que qualquer país que faça acordos com o Irão sofrerão medidas e é também um país que faz parte da NATO, portanto, pode criar aqui um conflito interno. E depois, do lado do Irão, o Irão também tinha anunciado, já ontem, de acordo com o chefe do Conselho de Segurança Nacional Iraniano, que qualquer país que apoiasse os Estados Unidos nestas sanções económicas seria visado como um inimigo e poderia ser atacado. A Turquia está aqui numa corda bamba. O que é que lhe parece que a Turquia pode fazer?
Este tratado ou este acordo que existia de fornecimento de gás há 25 anos, que foi assinado em 96 e que estava em vigor já desde 2001, ele expirou ou caducou formalmente, sem que tenha havido aqui uma extensão de longo prazo, por via do conflito que se vive agora e por via do facto de Ancara não querer afrontar os Estados Unidos. No entanto, apesar deste contrato ter caducado, o fluxo de gás continuou de alguma forma a circular, ou seja, não foi interrompido e a Turquia continua, de facto, a ser um grande comprador do gás iraniano. Aliás, mesmo antes da data de fim de contrato, houve um disparar daquilo que foram as importações turcas de gás na casa dos 30% a 40%. Com o Irão a posicionar-se como o segundo maior fornecedor por gasoduto da Turquia, logo a seguir ao Azerbaijão e à frente da própria Rússia, e nós sabemos que a Turquia também tem aqui uma relação particular com a Rússia no que toca ao gás. Agora a Turquia, que está a fazer a sua projeção como ator global no Médio Oriente, na relação que tem com os Estados Unidos, tal como a China, tem que calibrar aquilo que pode ser ou não o seu desafio a Washington. Se a China pode de alguma forma desafiar Washington, a Turquia terá mais dificuldade por ser um país mais pequeno, apesar de ser uma potência, obviamente, e de ter o segundo maior exército da NATO, mas precisamente por estar na NATO, por precisar desta relação com os Estados Unidos naquilo que é o seu projeto de projeção de força, entre escolher entre o Irão e os Estados Unidos, com probabilidade, a Turquia e Ancara vão olhar para os Estados Unidos. E nós temos visto que a Turquia tem feito aquilo que é a diversificação das suas infraestruturas de gás natural e tem acelerado aquilo que é a produção interna nos campos do Mar Negro, de forma a reduzir aquilo que é a sua dependência externa na compra de gás. Já não depende vitalmente do Irão. Será mais fácil para a Turquia não afrontar Washington.
Queria também perguntar-lhe em termos de apoio que estas sanções económicas dos Estados Unidos podem vir a ter. Por exemplo, e vou falar na Europa, porque é o que nos toca na realidade, acha que a Europa pode manter uma posição neutra neste aspeto, tendo em conta que os Estados Unidos podem ficar chateados com a Europa, já como ficaram da outra vez, quando a Europa não quis fazer parte desta ofensiva, os Estados Unidos podem ficar chateados com uma falta de apoio nestas sanções económicas e, por outro lado, têm o Irão a dizer que se fizerem parte das sanções económicas dos Estados Unidos, serão visados como alvos e como inimigos, especialmente numa altura também em que o Irão avisa e diz que pode ter mísseis que cheguem até à Europa. Dizem que têm mísseis, pelo menos, com mais de 4 mil km. Não se sabe bem se é verdade. Podem também vir da Coreia do Norte. Ainda não está confirmada essa informação, mas podem ser visados como inimigos, a Europa. Acha que pode manter a neutralidade?
O que me chocaria, e muito, enquanto europeia e enquanto ocidental, era ver países europeus a apoiar um regime como a República Islâmica do Irão. E apesar de todas as divergências que existem neste momento com os Estados Unidos e apesar de vivermos o pior momento de sempre desde a Segunda Guerra Mundial naquela que é a relação atlântica, no entanto, estamos a falar realmente de um regime que Que tem as características que tem o Irão e que além de ser o maior fator disruptor do Médio Oriente, é um fator promotor de terrorismo por todo o mundo e é um país que tem feito guerra híbrida também na Europa e nós vimos agora com este ciberataque ao Reino Unido.
Mas considera que o facto de a Europa não apoiar sanções norte-americanas é um apoio ao Irão? Ou é uma neutralidade?
Eu acho que a Europa vai ter que ter a coragem de não ser neutra nalguns pontos. Certamente que haverá posições diferentes, mas estas sanções, tal como estão planeadas, são sanções que a Europa poderia apoiar. Não há aqui nenhuma violação de direitos humanos, há aqui um exercer pressão que de alguma forma espelha aquilo que a própria União Europeia está a fazer em relação à Federação Russa.
Mesmo com o risco de serem atacados pelo Irão e de serem vistos como inimigos?
Bem, nós também estamos sempre a ser ameaçados desde 24 de fevereiro de 2022 pela Federação Russa de haver um ataque ou de haver o uso de uma arma nuclear. Esta retórica do ataque, não a estou a desvalorizar, atenção. Porque acredito que ela é possível e o Irão tem demonstrado a sua capacidade de ter ataques terroristas, sejam eles, por exemplo, na Argentina, sejam eles em solo europeu, como já aconteceu, e patrocinar um conjunto de atentados terroristas. Não me espantaria nada que eles, em desespero, tentassem atacar a Bulgária ou tentassem atacar qualquer um, a última ameaça foi para a Bulgária, ou que tentassem atacar um qualquer país europeu que estivesse ao alcance dos seus mísseis. A Europa não se pode, e agora perdoa-me a expressão, encolher face às ameaças deste tipo de regime. Aliás, nós vivemos um momento de "Zeitenwende", ou seja, de mudança epocal em termos de segurança e de defesa. E estão-se aqui a desenhar novas constelações da política de segurança da Europa. Se por um lado nós nos estamos a desacoplar dos Estados Unidos, estamos a desenvolver novas capacidades militares, isso parece-me bastante importante, embora só as venhamos ter completas daqui a uma década, isto ainda vai demorar, vamos continuar a precisar dos Estados Unidos. Por outro lado, temos que afirmar aquilo que é a nossa autonomia, a nossa capacidade de nos defender e a nossa capacidade de não cedermos a ameaças. Acho que a Europa não tem que se acovardar perante uma ameaça vinda de Teerão. Mal seria se assim fosse. Então seríamos outra vez o anão, o gigante económico e o anão diplomático e o anão militar. E a Europa, tal como está neste momento a caminhar, nós estamos a assistir a uma mudança profunda naquilo que é a defesa europeia, estamos a assistir a uma europeização da NATO e ainda bem. Estas novas constelações em termos de defesa, estamos a treinar uma governance resiliente em termos de tecnologia, em termos de segurança, procuramos reduzir aquilo que são as assimetrias face aos Estados Unidos, e temos que realmente ter a coragem de nos afirmar e de não ceder às chantagens retóricas do regime dos Aiatolás.
Queria agora passar muito rapidamente à Ucrânia, para ser este o último ponto neste "Gabinete de Guerra". A Coligação das Vontades mostrou um grande apoio à Ucrânia nesta reunião de segunda-feira, para além de ontem a Noruega ter anunciado um apoio de quase oito milhões de euros e Dinamarca ter anunciado que vai ajudar os ucranianos na produção de mísseis. Agora o Reino Unido também vai ajudar na produção de mísseis Storm Shadow, que é um míssil cruzeiro de superfície de longo alcance, projetado para a destruição de alta precisão de alvos estacionários e bem protegidos, como por exemplo, bunkers ou instalações de infraestrutura essenciais. Zelenskyy também tinha dito ontem que Putin está a planear colocar mais de 300 mil soldados no terreno depois das eleições russas e também desmente existir um bloqueio no Mar Negro. Este apoio europeu torna-se ainda mais necessário devido a estes fatores e que inverno é que podemos esperar para os lados de Kiev?
Respondendo muito brevemente, vamos ter um inverno bastante duro, porque vai haver ataques russos àquilo que são as infraestruturas energéticas e de aquecimento na Ucrânia e esta intensificação que temos visto nas últimas semanas prolongar-se-ão durante o inverno, porque a Federação Russa quer exercer mais pressão para dobrar a Ucrânia. Por isso mesmo é que é importantíssimo este apoio europeu e há sobretudo duas frases que resumem esta reunião da Coligação das Vontades e que são importantíssimas. A primeira foi dita pelo primeiro-ministro britânico, o Rishi Sunak, que é "dig into your stocks", ou seja, vão à procura nos vossos stocks de armamentos para se fornecer à Ucrânia aquilo que é possível em matéria de defesa antiaérea. E esta frase é importantíssima, além da autorização para o fabrico dos mísseis, etc. Isso é fundamental. E a segunda frase extraordinariamente importante é do discurso de Zelenskyy, quando ele diz que os ucranianos não serão as pedras da calçada sob os pés dos czares ou de governantes russos. Parece-me extraordinariamente importante esta frase. Ele diz que os ucranianos não se vão submeter, não vão abandonar o seu sonho de viver em liberdade e em independência. Face a esta resiliência ucraniana, face àquilo que nos tem demonstrado, e eu vou concluir este ponto que me parece importantíssimo, quando nós olhamos hoje em dia para as Forças Armadas ucranianas, eles são um exército que tem experiência em combate que nenhum exército europeu tem, são líderes em termos de inovação. Eu recordo que nos exercícios da NATO, 10 operadores de drones ucranianos neutralizaram dois batalhões da NATO. E nestes batalhões estavam militares norte-americanos e estavam militares de vários países europeus. Este exercício é fundamental para demonstrar a capacidade ucraniana. Em pouco tempo, em três meses, os drones ucranianos eliminaram entre 70 a 80 mil soldados russos e entre 3 mil a 5 mil veículos de combate russos, ou seja, uma força que é equivalente às Forças Armadas britânicas. E só durante o mês de julho de 2026, as Forças Armadas ucranianas atingiram 200 navios da Frota sombra russa e outros navios, o que nos demonstra que a Europa está a ajudar a Ucrânia, está a lhe dar capacidades, mas está a fazê-lo também em interesse próprio, porque a Ucrânia tem demonstrado a sua capacidade defensiva e como é importante nós termos um aliado como a Ucrânia. Neste momento em que há uma enorme pressão russa e que depois das eleições fictícias que vão ter lugar agora em setembro na Rússia, a pressão vai aumentar, é importante manter aqui o apoio financeiro, o apoio diplomático, político, económico e sobretudo militar, porque os ucranianos merecem e porque os ucranianos nos têm estado a defender a todos e eu acho que é importante recordar isto aos europeus.
Chegamos ao final do nosso tempo, fica por aqui o "Gabinete de Guerra". Agradeço a análise da especialista em relações internacionais, Helena Ferro Gouveia. Obrigado.
Muito obrigada, uma boa tarde.
O "Gabinete de Guerra" está de regresso amanhã. Fica como sempre disponível em podcast.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário