'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA As dúvidas e discussões sobre os riscos da inteligência artificial dominaram o noticiário nos últimos dias. Líderes de grandes empresas de tecnologia têm se posicionado s…
Por Darlan Helder, g1 — São Paulo
21/09/2026 05h00 Atualizado 21/09/2026
A IA não tem vontade própria, segundo especialistas, e não poderia se revoltar conscientemente contra os humanos.
A tecnologia já supera o desempenho humano em algumas tarefas e pode se tornar cada vez mais capaz em diferentes áreas.
Uma IA pode tomar decisões inesperadas e sair do controle de seus criadores, sem que isso signifique que ela tenha consciência ou objetivos próprios.
Especialistas alertam para o uso da IA em ações capazes de causar danos em larga escala, como ataques a sistemas críticos e aplicações militares.
'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA
As dúvidas e discussões sobre os riscos da inteligência artificial dominaram o noticiário nos últimos dias. Líderes de grandes empresas de tecnologia têm se posicionado sobre o tema e demonstrado preocupação com a velocidade do desenvolvimento da tecnologia.
O estopim para a discussão foi um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa dona do Claude. A posição também foi defendida por Sam Altman, CEO da OpenAI, do ChatGPT; Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind.
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Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que controla Instagram, Facebook e WhatsApp, é contrário à ideia, assim como Jensen Huang, CEO da Nvidia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se opõe à proposta e critica quem defende uma pausa no avanço da IA.
A IA pode ser um risco para a humanidade?
Robôs humanoides e quadrúpedes participam de manifestação que pede regulamentação da inteligência artificial, em Varsóvia, em 7 de setembro de 2026. — Foto: SERGEI GAPON/AFP
É importante reforçar que a IA não tem vontade própria, explica Edney Souza, professor da educação continuada da ESPM e especialista em tecnologia e inovação. Segundo ele, a tecnologia apenas completa padrões estatísticos a partir dos dados usados em seu treinamento.
Pense assim: para funcionar, a IA depende de uma grande quantidade de informações. São textos, fotos e vídeos, por exemplo, que ela usa para identificar padrões e, a partir deles, formular uma resposta.
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"Tudo que parece comportamento estranho ou mentira é uma ideia emprestada da própria base de treinamento, ou seja, dos dados e informações usados para treinar a tecnologia", completa o especialista.
Para Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP, a IA não tem nenhum tipo de consciência e, por isso, não poderia se revoltar contra os humanos. "O que pode acontecer é que esses modelos estão, de fato, ficando cada vez maiores, resolvendo tarefas mais longas e complexas".
Segundo Cortiz, a tecnologia pode tomar alguma decisão que vá contra nossos valores e princípios e, de certa forma, prejudicar a humanidade em determinados níveis de controle. Mas isso seria resultado do processamento do sistema, e não porque a IA decidiu conscientemente se revoltar contra nós.
Essa ausência de vontade própria, porém, não significa que a IA seja inferior aos humanos em todas as tarefas. Em memória, busca de padrões e geração de textos e imagens em escala, por exemplo, ela já superou o desempenho humano há anos, acredita Edney.




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