De um lado, uma marca imobiliária. Do outro, um atleta. Hugo Santos Ferreira, CEO da Corcoran Atlantic, e Francisco Stilwell, cavaleiro profissional, falam sobre uma parceria que vai muito além do patrocínio e chega aos Jogos Olímpicos.

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Olá, bem-vindo ao "Brainstorming", o magazine de criatividade da Rádio Observador, onde esta semana olhamos para o verão, que decidiu fazer uma coisa muito portuguesa: exagerar primeiro e arrepender-se depois. Durante dias, estivemos perto dos 40 °C com noites tropicais, praias cheias e portugueses a negociar diretamente com o ar-condicionado a sua sobrevivência. Depois, de repente, tudo mudou e ela não voltou. Quer dizer, ela voltou: a chuva, a trovoada, o vento e uma descida de temperaturas suficientemente séria para transformar agosto numa espécie de ensaio geral para o outono. E nós não estávamos preparados para esta estreia. Em poucos dias passamos do "não saia de casa nas horas de maior calor" para o "onde é que eu guardei o casaco?" Mas há outras mudanças e outras apostas de longo prazo, bem como outras formas de preparar o futuro. E é precisamente sobre isso que vamos falar hoje com o Hugo Santos Ferreira, CEO da Corcoran Atlantic Portugal, e também com o atleta Francisco Stilwell, numa conversa sobre uma parceria que junta imobiliário e desporto com os olhos postos em 2030 nos Jogos Olímpicos. Para além disso, como é hábito, temos as notícias, com uma campanha que quer pôr o álcool e a condução definitivamente em estradas diferentes, uma marca que leva a inteligência artificial para a conversa sobre o regresso às aulas e um estudo que mostra que o consumidor está a mudar de hábitos mais depressa do que o tempo esta semana. Vamos a isto?

Imagine colidir contra um caminhão na autoestrada. Ao acordar no hospital, pergunta pela família e descobre que só você sobreviveu.

E começamos por olhar de forma séria para o nosso país, já que em 2025, 28% das vítimas de acidentes rodoviários tinham uma taxa de álcool acima do limite legal. Perante estes números, surge a campanha "Taxa zero ao volante". Entre 18 e 24 de agosto, esta iniciativa junta sensibilização e fiscalização. A ANSR trata da comunicação, a GNR e a PSP reforçam as operações de controle.

Imagine bater contra um poste em excesso de velocidade. O teu melhor amigo, que ia contigo, nunca mais vai voltar a andar.

A mensagem é bastante direta: se beberes, não conduza. Já conhecemos bem. Há uma frase particularmente forte no spot: "Não há desculpas que cheguem." A campanha lembra ainda que mesmo pequenas quantidades de álcool podem afetar reflexos, tempo de reação e também a capacidade de decisão. No fundo, ao contrário do tempo, que esta semana perdeu todo o sentido de orientação, aqui a recomendação é precisamente a contrária. Antes de pegar no volante, convém saber exatamente como e para onde vamos. Atenção a isso.

Não há desculpas que cheguem. Nas férias, faça pausas e viaje descansado.

E agora olhamos para o futuro, que já está aí ao virar da esquina, o regresso às aulas. Isto porque a Staples decidiu falar sobre uma realidade cada vez mais presente. Surge a "IA, vamos conversar?", criada, a campanha, pela própria marca. Para falar de inteligência artificial, a Staples chamou o Carlão e a Bárbara Tinoco. Os dois músicos protagonizam um videoclipe com direção criativa e realização de Filipe Monteiro, produção da SN Films e a estratégia de criação de imagens em inteligência artificial está a cargo da Falamusa. A campanha procura colocar a inteligência artificial no lugar certo. Nem vilão, nem solução mágica. É uma ferramenta que pode ajudar alunos e professores, mas que exige pensamento crítico, capacidade para questionar e consciência sobre aquilo que estamos a utilizar. A Staples promete ainda desenvolver conteúdos sobre literacia digital e inteligência artificial e ainda criou uma mascote com inteligência artificial. É uma mochila que funciona como mentora no videoclipe. Fez-me lembrar aquele clipe antigo do Office, lembra-se? A iniciativa inclui ainda uma parceria com a APAV, através de donativos para a linha Internet Segura. E num mundo em que até a tecnologia está a mudar a uma velocidade tão impressionante quanto a meteorologia, talvez o verdadeiro desafio seja conseguirmos adaptar-nos. Boa, Staples.

Ajuda-me com a gramática, mas deixa-me inventar primeiro. A IA é muito prática, mas o melhor é botar dedo.

Mais uma edição do "Brainstorming" e nesta temos o prazer de conversar com o Hugo Santos Ferreira, CEO da Corcoran Atlantic, e também com o atleta Francisco Stilwell. Sejam muito bem-vindos aqui a este nosso espaço. Começo pelo Hugo. A Corcoran anunciou o seu apoio oficial ao Francisco Stilwell, um atleta. Que colaboração é esta? Conta-nos também, eu já sei, mas conta também a quem nos ouve, em que área é que o Francisco representa o nosso país e como é que surge a ideia de haver este apoio da Corcoran a uma atividade desportiva.

A Corcoran Atlantic é um membro do Corcoran Group norte-americano, é uma imobiliária de luxo líder no mercado norte-americano e que está a instalar em Portugal há sensivelmente seis ou sete meses, desde o início do ano. E este apoio ao Francisco Steel veio essencialmente por duas razões: uma, porque a Corcoran tem como principal slogan "Live who you are", vive quem tu és, vive a tua vida, conta-nos a tua história. E o Francisco tem uma história impressionante de vida. É uma das maiores forças da natureza que eu conheço. Eu conheço o Francisco há muito tempo. Cavaleiro olímpico, quer se quer ser um cavaleiro olímpico, é um cavaleiro profissional, que tem uma força de vida pelo fato de ter tido a necessidade de amputar uma perna, mas ainda assim nunca perdeu a força de viver e quis sempre continuar a lutar. E o Francisco está neste momento a lutar para ir aos Jogos Olímpicos, não aos Paralímpicos, mas aos Olímpicos 2032. E obviamente, a Corcoran sendo uma marca de luxo, ligada a um segmento de luxo, e portanto teríamos que ter sempre o desporto hípico, é um desporto de elite ligado à nossa marca, mas acima de tudo, ter uma força da natureza viva, um ser humano com um querer de viver, que é aquilo que a Corcoran quer exatamente ter. A Corcoran Atlantic quer singrar no mercado, quer ser a marca número um do luxo no imobiliário em Portugal e, portanto, além de trazermos aqui a parte de um desporto de elite, trazer também um exemplo de uma pessoa com uma força de vida absolutamente extraordinária.

Portanto, para além do desporto do hipismo em si, existe também esta relação próxima com o Francisco e essa força de vontade que o Francisco tem para superar dificuldades, para ir mais além. Isto também está ligado, de alguma forma, à forma como trabalham diariamente.

Sim, uma imobiliária é um trabalho de resiliência, de persistência, de trabalho constante, de trabalho incansável. E revemos isso tudo no Francisco. Pela situação que teve na sua vida, nunca deixou de ser um trabalhador incansável, trabalhar todos os dias, acordar todos os dias. E não é só acordar todos os dias, é acordar todos os dias bem disposto, com um sorriso na cara, com uma força de viver cada dia e acima de tudo, de alcançar os seus objetivos. Isso é também o trabalho de uma imobiliária, principalmente para quem trabalha num mercado muito exigente, como é o mercado de luxo em que nós trabalhamos, em que não é só o trabalho diário, tem que ser o trabalho diário consistente, sempre com foco nos objetivos, sempre com foco em metas. E isso o Francisco tem.

É mais difícil do que trabalhar numa imobiliária comum, num setor mais tradicional, não tão de elite como estávamos aqui a falar.

Sem dúvida. O nosso cliente é um cliente com alto poder aquisitivo.

Mas que também tem outras exigências, naturalmente.

Claro, e por isso, por ser um cliente com um poder aquisitivo muito grande, é um cliente muito exigente. É um cliente que as vendas não acontecem do dia pra noite, são vendas que têm que ser trabalhadas. Estamos a falar de um portfólio, nós temos um portfólio bastante grande, mas a média andará à volta dos três, quatro, cinco, seis milhões de euros e portanto, conseguirmos vender um destes imóveis, e temos imóveis que chegam aos 25, 30 milhões de euros em Portugal. E portanto, isso implica um trabalho ainda mais acrescido, um trabalho profissional. Eu costumo dizer que a Corcoran pauta a sua atividade, e é esse tipo de trabalho que queremos trazer à nossa marca, é excelência e profissionalismo. Profissionalismo é sermos profissionais todos os dias, os nossos consultores serem profissionais e excelentes é, além do profissionalismo, proporcionarmos uma boa experiência ao nosso cliente. A Corcoran não vende casas. Nós vendemos experiências, vendemos aquilo que os nossos consultores, que a marca pode apostar este tipo de clientes e portanto queremos trazer uma boa experiência no ato de compra ou de venda de uma propriedade.

Daí também fazer sentido, de alguma forma, já falámos aqui neste horizonte dos Jogos Olímpicos de 2032, é sem dúvida um projeto a médio, longo prazo. Também faz aqui fit com a vossa forma de trabalhar, ou seja, não tão no imediatismo, mas em processos mais longos, em processos mais vividos, mais trabalhados, mais acompanhados e também de grande proximidade sempre.

Sim, sem dúvida. A Corcoran lançou-se realmente, como eu disse, há muito pouco tempo, especialmente na Europa e em Portugal, mas é uma marca que está para ficar.

Visão de longo prazo, portanto.