Mesmo com megaesquema da PF para segurança de presidenciáveis, Zero Um recusou a escolta, alegando medo de ser espionado

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A Polícia Federal reforça a segurança dos candidatos à Presidência com blindados, antidrones e monitoramento em tempo real. Flávio Bolsonaro, porém, recusou a escolta, alegando que o diretor-geral, “pau-mandado do Lula”, poderia infiltrar espiões. A PF defende seu profissionalismo e décadas de experiência, citando a proteção a Lula em 2018.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

As operações da Polícia Federal na proteção pessoal dos candidatos à Presidência contarão, a depender das circunstâncias e das avaliações de risco, com veículos blindados, grupos táticos, equipamentos de defesa antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas.

A corporação também já ativou, em Brasília, a sala de comando e controle para acompanhar, em tempo real, onde está cada uma das equipes. Ainda assim, o presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro, recusou a escolta especializada, sob alegação de que o diretor-geral do órgão, Andrei Rodrigues, que ele chama de “pau-mandado do Lula”, poderia infiltrar espiões em sua campanha.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Edvandir Paiva, ressaltou que escoltar candidatos é uma missão complexa, mas a PF tem décadas de experiência, sob as mais diferentes gestões, mesmo quando os protegidos vão na contramão das recomendações de segurança das equipes, principalmente em eventos com multidões.

“Confiança é um negócio muito subjetivo. Entretanto, é bom lembrar que, na última eleição, por exemplo, o então diretor-geral da Polícia Federal também era identificado pela oposição do PT como muito próximo do governo Bolsonaro. E, ainda assim, a Polícia Federal fez a segurança do então candidato Lula com competência e com técnica”, afirmou o delegado.

Paiva disse ainda que o presidenciável do PL, que preferiu seguir sob proteção da Polícia Legislativa do Senado, que o acompanha desde o início de seu mandato, em 2019, “vai deixar de contar com uma polícia extremamente preparada e que tenho certeza faria a segurança dele com todo o profissionalismo que a PF já demonstrou tantas vezes”.