A seleção nacional segue em frente no Mundial 2026, mas um dos momentos mais comentados do jogo contra a Croácia não teve que ver com futebol, mas antes com sensores, câmaras e Inteligência Artificial...
03 Jul 2026 · High Tech 47 Comentários
A seleção nacional segue em frente no Mundial 2026, mas um dos momentos mais comentados do jogo contra a Croácia não teve que ver com futebol, mas antes com sensores, câmaras e Inteligência Artificial (IA). Entenda a tecnologia por detrás do golo croata anulado.
Portugal venceu a Croácia por 2-1, de forma dramática, e garantiu lugar nos oitavos de final do Mundial 2026. A Croácia adiantou-se no marcador com um golo de Perišić, Cristiano Ronaldo empatou de grande penalidade, e Gonçalo Ramos, que tinha entrado como suplente, decidiu o jogo com um golo de cabeça já nos acréscimos do tempo regulamentar, aos 90+3 minutos.
O período de compensação foi invulgarmente longo, com mais de 13 minutos, e ainda reservava um sobressalto: aos 90+13', a Croácia empatou através de Gvardiol, depois de a bola passar por Pašalić.
Contudo, a festa durou pouco. O sistema de deteção de fora de jogo semiautomático assinalou posição irregular de Pašalić na origem da jogada, o árbitro assistente de vídeo (em inglês, VAR) confirmou, e o golo foi anulado, garantindo a vitória final de Portugal e poupando a equipa a um possível prolongamento.
Calma, havia fora de jogo 😎
O golo anulado a Gvardiol 🥵#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Portugal #Espanha pic.twitter.com/TQdits1fiQ
— sport tv (@sporttvportugal) July 3, 2026
O protagonista desta história tecnológica é um pequeno sensor colocado mesmo no centro da Trionda, a bola oficial da competição.
Conforme já explicámos anteriormente, este componente regista, com precisão de milissegundos, o instante exato em que cada jogador toca na bola. À velocidade do jogo, esta informação seria impossível de calcular apenas a olho nu.
Antes de ser utilizada em grandes torneios internacionais, a tecnologia connected ball, que conhecemos em detalhe aqui, passou por vários testes entre 2020 e 2022. O objetivo era garantir a precisão dos dados recolhidos e assegurar a integração correta com os sistemas de arbitragem em vídeo.
Em complemento ao chip, o estádio está equipado com 12 câmaras dedicadas que seguem cada jogador em campo, captando até 29 pontos do corpo, desde ombros e cotovelos até joelhos e pés, a uma cadência de 50 vezes por segundo.
É aqui que a magia ou a matemática acontecem: os dados recolhidos pelo sensor da bola são cruzados, em tempo real, com a posição de cada jogador captada pelas câmaras.
Assim que o sistema deteta uma posição irregular no momento do passe, dispara automaticamente um alerta para a equipa de arbitragem de vídeo.
Ainda assim, a decisão não é 100% automática, pois os árbitros do VAR analisam e validam manualmente o alerta antes de qualquer decisão ser tomada em campo.
A tecnologia acelera e apoia o processo, mas a palavra final continua a ser humana.
Depois de confirmada a irregularidade, o sistema ainda gera uma animação em 3D, mostrando com clareza a posição de todos os jogadores envolvidos no momento exato do passe, a mesma imagem que costumamos ver reproduzida nos ecrãs gigantes do estádio e nas transmissões televisivas.
Gol anulado da Croácia contra Portugal 90+15' - Copa do Mundo 2026 by u/meunomedeusuario in futebol
Este episódio é mais um exemplo de como a tecnologia se tornou parte integrante do futebol de alto nível, ajudando a tornar decisões de arbitragem mais precisas, mesmo que, por vezes, à custa da festa de algumas equipas.
Agora, Portugal está de olhos postos na Espanha, com os oitavos de final marcados para segunda-feira, dia 6 de julho, às 20h00 (hora de Lisboa), em Dallas.


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