Os números "refletem a crescente aposta do BCSD Portugal na capacitação de profissionais e empresas para responder aos desafios da transição sustentável, através de conhecimento aplicado e de ferramentas adaptadas às necessidades das organizações".
Segundo a mesma fonte, criada em 2023, a Academia está agora a entrar numa nova fase de desenvolvimento, consolidando uma oferta formativa que combina uma jornada estruturada em três níveis, orientada para o desenvolvimento progressivo das competências dos profissionais, com formações à medida, desenhadas em função dos desafios específicos de cada organização. Esta combinação permite ao BCSD Portugal trabalhar simultaneamente a capacitação individual e a transformação das empresas, através de programas adaptados às realidades e necessidades de cada uma.
A aposta na personalização e na capacidade de chegar a diferentes públicos tem permitido à Academia ampliar o alcance da atividade formativa do BCSD Portugal através de parcerias com outras organizações. Entre os projetos desenvolvidos encontra-se a iniciativa realizada com a Fundação Santander, que chegou a cerca de 600 PME portuguesas e o Roadshow desenvolvido com a AICEP, que levou formação a profissionais de cinco concelhos.
Este crescimento consolida a Academia como uma infraestrutura central na capacitação das empresas portuguesas, validada pela taxa de satisfação média de 93% registada entre os formandos desde 2023.
“A evolução da Academia traduz uma mudança importante na forma como encaramos a formação para a sustentabilidade. Os mais de 18 mil participantes e a produção de conhecimento que temos vindo a desenvolver mostram que existe uma necessidade crescente de munir as empresas e os seus profissionais de competências que lhes permitam transformar conhecimento em ação. Já não se trata apenas de transmitir conhecimento técnico a especialistas, mas de preparar profissionais e organizações para integrar a sustentabilidade nas suas decisões, na sua estratégia e na forma como fazem negócio”, afirma Filipa Pantaleão, Secretária-Geral do BCSD Portugal.
Esta evolução acompanha a própria transformação das competências necessárias para responder à transição sustentável. Se, numa primeira fase, a sustentabilidade estava sobretudo associada a especialistas em áreas ambientais e técnicas, a realidade atual exige competências mais transversais, que combinam pensamento sistémico e crítico, capacidade de adaptação, colaboração e resolução de problemas.
É uma tendência que se reflete também na evolução do conceito de green skills. Estas competências deixaram de estar circunscritas a determinadas funções e passaram a estar relacionadas com diferentes profissões, setores e níveis de senioridade, assumindo um papel crescente na formação, requalificação, recrutamento e planeamento das necessidades futuras das organizações.
Para o BCSD Portugal, esta mudança implica uma abordagem à formação que vá além da aquisição de conhecimento. A Academia procura desenvolver a capacidade de pensar, experimentar e agir, transferindo conhecimento técnico para situações concretas e criando condições para que a sustentabilidade seja incorporada na estratégia empresarial e nas decisões do dia a dia. Neste sentido, a Academia tem procurado afirmar-se como uma infraestrutura de formação capaz de dar maior escala e consistência à atividade formativa do BCSD Portugal, aprofundando o impacto junto dos profissionais e das empresas.
“A Academia não transforma sozinha as empresas, cria as condições para que as empresas consigam transformar-se com mais método e consistência. A Academia veio dar ao BCSD Portugal um projeto pedagógico que tem como objetivo dar às pessoas competências como pensamento crítico e holístico, construção em colaboração e capacidade de adaptação. A Academia vem também transferir conhecimento técnico, mas de forma prática, mostrando como este se pode aplicar no dia-a-dia”, afirma Tiago Carrilho, Diretor de Conhecimento e Formação do BCSD Portugal.
A próxima geração de competências deverá combinar sustentabilidade com negócio, tecnologia, pensamento sistémico e capacidade de transformação, num contexto em que fatores como a evolução tecnológica, a economia e a geopolítica estão cada vez mais interligados. Entre as competências que ganham relevância encontram-se a literacia de dados e de inteligência artificial, estratégia, finanças, gestão de risco, inovação, liderança, comunicação e colaboração e gestão da mudança.
Com a evolução da Academia, o BCSD Portugal pretende, assim, contribuir para que a sustentabilidade deixe de ser encarada como uma competência exclusiva de especialistas e passe a integrar, de forma transversal, a capacidade de gerir, decidir, inovar e transformar das organizações.




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