A conflituosa relação entre os principais sócios do Azzas 2154 pode levar à saída da Hering da companhia. Um grupo de acionistas liderados pela família Hering tenta negociar uma alternativa para a rede, que patina para apresentar bons resultados. Leia mais (06/24/2026 - 08h00)

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A conflituosa relação entre os principais sócios do Azzas 2154 pode levar à saída da Hering da companhia. Um grupo de acionistas liderados pela família Hering tenta negociar uma alternativa para a rede, que patina para apresentar bons resultados.

Nas últimas semanas, esse grupo de investidores, que representa cerca de 11% da companhia, contratou o banco BR Partners e iniciou as conversas com Alexandre Birman e Roberto Jatahy, principais sócios do conglomerado, para adquirir a Hering. A informação foi veiculada inicialmente pelo site Pipeline, do Valor, e confirmada pela Folha.

Consultado, o Azzas 2154 disse que não comenta especulações de mercado e afirmou que a Hering não está à venda.

A insatisfação do bloco Hering, que já era crescente, ganhou forma com as indicações de que a Azzas será fatiada. Hoje, a companhia também controla marcas como a Farm (que está em processo de venda), Reserva, Animale, Schutz, Maria Filó, Arezzo e outras.

Em 2021, quando foi vendida ao grupo Soma, a Hering era avaliada em R$ 5,1 bilhões. Posteriormente, o Soma se fundiu com a Arezzo&Co e hoje, segundo apurou a Folha, a Hering vale em torno de R$ 700 milhões.

No primeiro trimestre deste ano, a unidade "basic" da Azzas, representada pela Hering, teve receita bruta de R$ 502,3 milhões, queda de 18,5% na comparação com o mesmo período de 2025.

Publicamente, a Azzas afirma que a unidade atravessa uma fase de transição, como parte de um plano de reestruturação que prevê, entre outras iniciativas, reduzir a cobertura de estoques, eliminar vendas com margem negativa e fechar franquias com baixo faturamento.

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Nos últimos 12 meses, as ações da companhia desidrataram 47,9%, e a disputa entre Jatahy e Birman pode levar a uma cisão do grupo. Pesam nesse momento a subvalorização dos indicadores financeiros (que jogam o preço da companhia para baixo) e a dúvida sobre quem fica com quais marcas —principalmente Reserva e Farm, os principais ativos do grupo.

O estilo de dirigir empresas e, principalmente, a forma como observam o varejo de moda são os principais pontos de conflito.

Ambos brigam no Judiciário e em instâncias de arbitragem: Jatahy protocolou uma ação cautelar para impedir que a Reserva fosse retirada da unidade de negócios sob seu comando, enquanto Birman levou a disputa para a CAM (Câmara de Arbitragem do Mercado), da B3.

Marcas: Anacapri, Animale, Arezzo, Brizza, Carol Bassi, Cris Barros, Fábula, Farm, Foxton, Hering, Maria Filó, NV, Reserva, Schutz Lojas: 2.000 Lucro líquido recorrente (1º tri/26): R$ 64 milhões Receita bruta (1º tri/26) : R$ 3,12 bilhões Ebitda recorrente (1º tri/26) : R$ 358, 5 milhões

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