Partido de extrema direita teria 39 cadeiras no Parlamento estadual, três a menos que a maioria absoluta. CDU e outras siglas descartam acordo com a legenda.

Por Roberto Peixoto, g1

06/09/2026 14h50 Atualizado 06/09/2026

A AfD afirmou neste domingo (6) ter "mandato para governar" a Saxônia-Anhalt após liderar as projeções eleitorais. Contudo, partidos de oposição descartaram apoiar a legenda de extrema direita.

O partido lidera com cerca de 44% dos votos. Pelas projeções, a sigla obteria 39 cadeiras, ficando a 3 de obter a maioria absoluta necessária.

Dirigentes do partido afirmaram buscar o diálogo, mas sem abandonar convicções básicas. "Não vamos abrir mão de nossas posições básicas apenas para chegar ao poder", disse Siegmund.

Em resposta, a CDU e o Partido da Esquerda rejeitaram fazer acordos ou coligações com a AfD para a formação do novo governo estadual.

Uma vitória da AfD seria histórica na Alemanha pós-guerra. O partido assumiria áreas de polícia e educação, embora a inteligência local o classifique como extremista.

Extrema direita na frente em eleição na Alemanha

Líderes da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita, afirmaram neste domingo (6) que as projeções da eleição na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, deram à legenda um “mandato para governar” o estado.

O principal candidato do partido, Ulrich Siegmund, comemorou o desempenho nas urnas e disse que a votação representa um marco para a sigla.

“Fizemos história, precisamos deixar isso bem claro”, afirmou à emissora pública ARD.

A AfD aparece com cerca de 44% dos votos, mais que o dobro da CDU, partido do chanceler Friedrich Merz.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

Pelas projeções de cadeiras, porém, a legenda ficaria com 39 assentos no Parlamento estadual, três a menos do que o necessário para ter maioria absoluta e governar sozinha.

Por causa dos números, a copresidente nacional da AfD, Alice Weidel, disse que o partido recebeu um “mandato claro para governar” e afirmou que a legenda pretende conversar com outras siglas.

Siegmund também disse que o desempenho nas urnas envia um “sinal” ao governo federal e afirmou que a AfD está aberta a negociações, mas não pretende abandonar suas posições centrais.

Ele acrescentou que o resultado dá ao partido um mandato para defender uma “diplomacia sensata” tanto com a Rússia quanto com os Estados Unidos.

“Não vamos abrir mão de nossas posições básicas apenas para chegar ao poder”, declarou.

Ulrich Siegmund, principal candidato da AfD, reage ao lado dos copresidentes do partido Alice Weidel e Tino Chrupalla após o fechamento das urnas na Saxônia-Anhalt, em Magdeburgo, na Alemanha, neste domingo (6). — Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch

Outro dirigente nacional da AfD, Tino Chrupalla, afirmou que os eleitores rejeitaram a política adotada pelos principais partidos alemães de não cooperar com a extrema direita.