A tecnológica Alibaba lançou um novo chip de IA, enquanto os EUA enfrentam restrições no desenvolvimento da tecnologia. A empresa chinesa considerou o chip como o "mais potente" da China.

O anúncio foi feito pelo presidente executivo do grupo, Eddie Wu, durante a conferência anual Apsara, realizada em Hangzhou, no leste da China, onde a empresa apresentou uma estratégia assente em três pilares: modelos de IA, chips e computação em nuvem.

Wu afirmou, segundo uma transcrição divulgada pelo portal corporativo Alizila, que o novo Zhenwu V900, desenvolvido pela T-Head, a unidade de semicondutores da Alibaba, oferece um desempenho três vezes superior ao do Zhenwu M890, o modelo anterior.

Segundo o responsável, um cluster baseado no V900 poderá suportar até 500 mil placas para tarefas de treino e inferência de modelos avançados, e a empresa prevê um forte aumento das entregas anuais de chips de IA.

A apresentação ocorre em plena corrida das tecnológicas chinesas para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, como a norte-americana Nvidia, cujos semicondutores mais avançados estão sujeitos a controlos de exportação de Washington por motivos de segurança nacional.

As restrições transformaram a capacidade computacional num dos principais obstáculos enfrentados pelas empresas chinesas de IA.

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A tecnológica indicou ainda que a equipa responsável pela Qwen, a sua família de modelos de IA e um dos principais eixos da aposta na computação em nuvem, planeia treinar um novo sistema com entre cinco e 10 biliões de parâmetros.

A empresa apresentou em agosto o Qwen3.8-Max, com 2,4 biliões de parâmetros, e tem apostado também em modelos de código aberto destinados a programadores e empresas.

A Alibaba lançou no mesmo mês uma emissão de ações superior a 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,7 mil milhões de euros) para financiar infraestruturas de IA, no âmbito de um plano para investir 380 mil milhões de yuan (mais de 49 mil milhões de euros) em IA e computação em nuvem ao longo de três anos.