Vítima passou mal após ritual e morreu no hospital. Homem apontado como responsável por aplicar a substância foi preso em flagrante por suspeita de homicíd...

Por g1 PR e RPC Ponta Grossa

17/07/2026 07h09 Atualizado 17/07/2026

Gustavo Lara, de 27 anos, morreu após participar de um ritual de "banho de óleo" em uma escola de aviação em Ponta Grossa, no Paraná.

O caso ocorreu na quinta-feira (16). A vítima apresentou problemas de saúde após o procedimento e não resistiu, apesar do atendimento médico do Samu.

O responsável pela aplicação foi preso em flagrante por suspeita de homicídio culposo. Ele pagou fiança de R$ 3 mil e responderá em liberdade.

Aluno de escola de aviação morre após ritual de 'banho de óleo' no PR

O engenheiro Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após participar de um ritual comemorativo conhecido como "banho de óleo" em uma escola de aviação de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

O responsável por aplicar a substância na vítima foi preso em flagrante, segundo a Polícia Civil (PC-PR). O caso aconteceu na noite de quinta-feira (16), após a conclusão de uma etapa de formação aeronáutica.

Os nomes do suspeito e da escola de aviação não foram divulgados. O tipo e composição do óleo utilizado também não havia sido revelado até a publicação desta reportagem.

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De acordo com a polícia, após o "banho de óleo", Gustavo apresentou um grave comprometimento de saúde, recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado a um hospital. Apesar das tentativas de reanimação feitas pelas equipes de socorro e médicas, Gustavo não resistiu.

Gustavo Henrique Lara — Foto: Redes sociais

O suspeito foi identificado como instrutor e se apresentou espontaneamente. Conforme a polícia, ele confirmou ter jogado a substância durante a comemoração. A prisão em flagrante foi por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A Polícia Civil informou ainda que, "até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima".

A investigação vai apurar as circunstâncias do caso, incluindo qual era a composição da substância utilizada, a quantidade aplicada, as regiões do corpo atingidas e se há relação entre o procedimento realizado e a morte.

Foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial. A polícia também deve analisar imagens, documentos e ouvir testemunhas, participantes do ritual e familiares da vítima.

O suspeito pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberado. Segundo a Polícia Civil, a fiança não representa indenização ou antecipação de pena.

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Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens a Gustavo. Nas publicações, o descrevem como um jovem querido, com sonhos e planos pela frente.

"Hoje era para ser o dia mais feliz da vida dele, pois estava realizando o seu maior sonho. Menino lindo, com um coração gigante, vai deixar muita saudades", escreveram.