O Huawei lançou no Brasil o Nova 15 Max, um smartphone intermediário focado no público jovem. Ele aposta em uma câmera competente, uma tela OLED brilhante e uma bateria de 8.500 mAh, que dura mais de dois dias.Seu preço oficial é R$ 2.999, mas já é enc
O Huawei lançou no Brasil o Nova 15 Max, um smartphone intermediário focado no público jovem. Ele aposta em uma câmera competente, uma tela OLED brilhante e uma bateria de 8.500 mAh, que dura mais de dois dias.
Seu preço oficial é R$ 2.999, mas já é encontrado com descontos de até 40%, que podem torná-lo uma opção atrativa. Usamos o modelo por alguns dias; veja nossas impressões a seguir.
Bateria. São 8.500 mAh, com tecnologia de silício-carbono, que permite colocar mais carga em um espaço menor. A marca promete 48 horas de chamadas, 27 horas de vídeo offline ou 62 horas de reprodução de músicas. No meu uso moderado, consegui ficar uns dois dias e meio longe da tomada.
O carregamento é rápido, a 40 W com cabo (mas é necessário ter um carregador compatível; na caixa, vem apenas um cabo USB-A/USB-C, além de uma capinha para o celular). Também há função reversa, para doar bateria a outros eletrônicos, como um powerbank.
Leve e fino. Mesmo com tanta bateria, ele tem 7,98 milímetros de espessura e pesa 232 gramas. Para se ter uma ideia, o iPhone 17 tem 7,95 mm e pesa 177 g.
Design. Segue o padrão Huawei, mais clássico com toques refinados, incluindo um módulo de câmeras redondo com moldura dourada. Por baixo dele, há um anel vermelho, que pode ser visto pelas laterais.
A estrutura do celular é de plástico, como se espera em um modelo dessa categoria, mas com um bonito acabamento metálico. Tudo isso dá um visual mais premium ao aparelho. São três opções de cores: preto (a que testamos), dourado e verde-claro.
Além dos botões de volume e do sensor biométrico, há um "botão X", na lateral esquerda, que pode ser configurado como atalho para abrir aplicativos (como o botão de ação do iPhone).
Câmeras. Apesar do grande módulo, há, de fato, apenas uma câmera traseira, grande-angular. Ela tem bons 50 MP, abertura f/1.9 e até 10x de zoom nas fotos e 6x nos vídeos. Seu sensor RYYB "ultra claro" melhora o alcance dinâmico e a captura em baixas condições de luz.
Além dela, há um flash e um sensor de profundidade de 2 MP, para fazer o desfoque de fundo especialmente no modo retrato. Considero uma escolha mais acertada do que colocar três câmeras medianas no aparelho.
A performance foi muito competente, com nitidez, contraste e cores vivas, e um bom processamento (dá para ver a foto sendo "melhorada" na galeria).
Há o recurso "melhor expressão", com auxílio de inteligência artificial, que conserta caretas e olhos fechados em sequências de fotos em grupo.
A câmera frontal tem 8 MP e abertura f/2.0. Cumpre bem seu papel para videochamadas e selfies —mais uma vez, mérito para o processamento, que compensa até leves tremidas. Mas recomendo deixar o embelezamento desligado para não dar um aspecto artificial.
Ela também serve para desbloquear o celular com reconhecimento facial, o que é bem-vindo.
Tanto a câmera traseira como a de selfie gravam vídeos em até 4K a 30 fps (quadros por segundo).
Tela brilhante. Tem 6,84 polegadas com tecnologia OLED, resolução Full HD+ (1272 x 2756 pixels) e taxa de atualização até 120 Hz. O pico de brilho é de 4.000 nits, o que fica acima da média do mercado (para comparação, o Galaxy S26 Ultra chega a 2.600) e permite boa visualização mesmo sob o sol. Vem com película aplicada.
Resistência. Tem certificação cinco estrelas da SGS para quedas e proteção IP65 contra poeira e jatos de água (ou seja, não pode submergir).
Desempenho. O processador é o Kirin 8000A, da HiSilicon (subsidiária da Huawei), aliado a 8 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno. A performance é satisfatória para tarefas do dia a dia, como redes sociais, assistentes de IA (Gemini, ChatGPT), jogos leves e até edições de vídeos curtos no CapCut.
Android e Google. Na parte de software, vale ressaltar que, devido a sanções impostas pelos Estados Unidos, os aparelhos da Huawei não usam a versão tradicional do Android com os serviços do Google (como Play Store, Gmail e YouTube) instalados de fábrica. O Nova 15 Max chega ao Brasil com EMUI 14.2, um sistema da Huawei, baseado no código aberto do Android 12 —uma interface que já conhecemos, intuitiva de navegar, mas que é de 2021.
A loja própria AppGallery tem uma oferta reduzida de aplicativos, mas quando você busca algum que não está lá, automaticamente é direcionado para ferramentas que possam oferecê-lo, como o AppSeeks ou o GBox. Outra opção, que eu recomendo pois reduz riscos de travamento, é baixar o MicroG e a Aurora Store. De qualquer forma, mesmo que precise de alguns passos a mais, hoje é possível usar todos os apps de Android em um celular Huawei, inclusive os do Google e de bancos.




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