Em outubro, o diretor Alex Levy-Heller participa das rodadas de negócios do RioMarket com foco na identificação de projetos brasileiros com potencial de circ...
A Pipa Pictures inicia uma nova etapa de internacionalização com a abertura de uma empresa em San Diego, na Califórnia, e participa das rodadas de negócios do RioMarket 2026 com foco na identificação de projetos brasileiros com potencial de circulação no exterior. À frente da empresa, Alex Levy-Heller terá encontros com produtores durante o evento, que será realizado neste mês de outubro, no Rio de Janeiro.
Ou seja, a operação nos Estados Unidos tem essencialmente dois propósitos: ampliar o mercado para os filmes brasileiros distribuídos pela Pipa, especialmente no território norte-americano, e desenvolver coproduções internacionais nas quais a empresa possa atuar como produtora internacional. O movimento acrescenta uma frente de produção à experiência da empresa na distribuição e abre novas possibilidades de colaboração com realizadores brasileiros.
No RioMarket, área de negócios do Festival do Rio, essa estratégia orienta a seleção dos projetos e das produtoras com os quais a Pipa pretende se reunir. A agenda contempla a avaliação de obras para distribuição e de propostas que possam ser desenvolvidas com parceiros internacionais.
A agenda internacional terá continuidade em novembro, com a participação de Alex no American Film Market (AFM), realizado de 10 a 15 de novembro, no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles. Em encontros com agentes e produtores, o executivo apresentará o catálogo de filmes brasileiros da Pipa e propostas de coprodução. A prioridade será avançar nas negociações para viabilizar projetos internacionais e ampliar as oportunidades de distribuição dos títulos no exterior.
A participação no AFM dá sequência às conversas do RioMarket e ao plano de internacionalização da empresa, apoiado pela nova operação em San Diego. O movimento combina a ampliação do catálogo com o desenvolvimento de uma frente de produção internacional.
Produzido pela Mamaliga Films, o filme parte da experiência de Modou, artista senegalês que sobreviveu ao tráfico humano e chegou ao Brasil em 2013. Além de inspirar a história e dividir a direção, ele interpreta o protagonista e participa do roteiro, também assinado por Adry Silva e Tolpolar.
Ambientada em Porto Alegre, a trama acompanha o reencontro de Malick com Toni, o homem que ele acredita ser o coiote responsável por sua chegada ao país. A suspeita desperta o desejo de vingança e coloca em risco a estabilidade que o personagem busca construir. Modou pretendia viajar para a Itália quando foi capturado por uma rede de tráfico humano e levado ao Equador. Após fugir, atravessou o Peru e a Bolívia até chegar ao território brasileiro. Em 2017, conheceu Tolpolar, que procurava um parceiro senegalês para desenvolver outro roteiro. A conversa mudou os rumos do projeto e deu início à colaboração entre os dois.
As filmagens contaram com a participação de integrantes da comunidade senegalesa e de outros países africanos. O uolofe, língua falada no Senegal, está presente nos diálogos. Ao lado do protagonista, o elenco reúne Pâmela Machado, Fallou Kourouma, Mamadou Sène e Frederico Vittola.




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