Disputa imprevisível reúne 5 candidatos fortes para 2 vagas

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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Se você está procurando uma eleição emocionante para acompanhar em outubro, a minha dica de hoje é a do Senado em São Paulo.

Esquece a de governador, que vai ser meio chatona e parece decidida em favor do Tarcísio, e mira nas duas vagas em disputa no estado.

Primeiro, um pouco de contexto: o Senado ganhou uma importância enorme nesta eleição, e não apenas porque são 54 vagas em disputa no Brasil, ou seja, duas por estado.

É porque é o Senado que pode abrir processo de impeachment contra ministros do Supremo. Por isso, virou uma prioridade absoluta da direita, que quer vingança contra Alexandre de Moraes e outros ministros. A esquerda, claro, reagiu na mesma moeda e também passou a investir forte nessas disputas.

Mas voltando para São Paulo. São cinco candidatos competitivos para as duas vagas. A turma de Lula apresentou duas peso-pesadas, as ex-ministras Simone Tebet, do PSB, e Marina Silva, da Rede.

Já a direita lançou três nomes, também bastante fortes. O ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite, do PP, e o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado, do PL, contam com apoio do governador Tarcísio. Concorrendo de forma independente está o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, do Novo.

Eleição para o Senado não tem segundo turno, então essa divisão da direita pode ser perigosa pro campo bolsonarista e beneficiar as candidatas de esquerda.

A briga está boa. As pesquisas estão dando Simone e Marina um pouco à frente, mas os dois candidatos ligados a Tarcísio, ou seja, Derrite e Prado, contam com o apoio do governador para subirem nos levantamentos.

Já o Salles foi para cima do André do Prado dizendo que ele não é direita de verdade, mas sim um representante do centrão, uma espécie de candidato sabor direita.

Para completar, alguns outros nomes se lançaram, como a ex-vereadora Soninha Francine, do Cidadania, e o empresário Geraldo Rufino, do Podemos. Eles têm pouca chance real de serem eleitos, mas contribuem para bagunçar um pouco mais o cenário.