Joelison Fernandes da Silva começou a crescer rapidamente aos 8 anos e chegou a medir 1,96 metro aos 14, quando recebeu o diagnóstico de gigantismo. Hoje, aos...
03/11/2026 03h00 Atualizado 03/11/2026
Neste domingo (1) o Fantástico mostrou os primeiros passos de Ninão com próteses sob medida. O homem mais alto do Brasil teve as pernas amputadas.
Com crescimento rápido na infância, Joelison Fernandes da Silva media 1,70 metro aos 10 anos. Aos 14 anos, ele recebeu o diagnóstico de gigantismo.
O diagnóstico de gigantismo está associado a um tumor. Por medo, Ninão adiou a cirurgia na adolescência, o que causou diabetes e posterior amputação das pernas.
Após campanha na internet, uma clínica de Sorocaba desenvolveu os novos aparelhos. Testados na Rússia, os pés de 38 centímetros suportam até 700 quilos.
Ninão, homem mais alto do Brasil, volta a andar após ganhar próteses sob medida
Antes de se tornar conhecido como o homem mais alto do Brasil, Joelison Fernandes da Silva, o Ninão, teve uma infância marcada por um crescimento fora do comum. Aos 10 anos, ele já media 1,70 metro, a mesma altura do pai. Quatro anos depois, havia chegado a 1,96 m.
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A história do paraibano de 41 anos, que atualmente mede 2,37 metros, foi apresentada em uma reportagem do Fantástico exibida neste domingo (1º). O programa acompanhou os primeiros passos de Ninão com próteses feitas sob medida, depois que ele perdeu as duas pernas em decorrência de complicações de saúde.
Ninão conta que teve uma infância tranquila até os 8 anos, quando começou a crescer rapidamente. A mãe, Divanilda Fernandes da Silva, percebeu que havia algo diferente quando o filho ultrapassou a altura do irmão mais velho.
Aos 14 anos, quando já media 1,96 metro, Ninão recebeu o diagnóstico de gigantismo, condição provocada pela produção excessiva do hormônio do crescimento.
Na maioria dos casos, o excesso desse hormônio está associado a um tumor benigno, que precisa ser retirado. Durante a adolescência, porém, Ninão teve medo de passar pela cirurgia e adiou o procedimento.
Aos 21 anos, ele já tinha 2,29 metros de altura. Mais tarde, decidiu fazer a operação, mas ainda cresceu outros oito centímetros, chegando aos atuais 2,37 metros.
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Uma rotina que exige adaptações
A altura de Ninão passou a exigir adaptações em atividades cotidianas.
Em casa, por exemplo, a cama precisou ser modificada para acomodar suas pernas. Os sapatos também precisam ser feitos sob encomenda, devido ao tamanho dos pés.
O excesso de hormônio do crescimento também pode provocar resistência à insulina. Ninão desenvolveu diabetes e enfrentou complicações de saúde que levaram à amputação das duas pernas.
A primeira amputação ocorreu em 2021, após uma infecção grave no osso de uma das pernas. No ano seguinte, ele conseguiu voltar a dar alguns passos com uma prótese recebida de uma clínica em João Pessoa.
Em 2024, porém, a infecção atingiu a outra perna, e Ninão precisou passar por uma nova amputação.




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