João Alberto Paixão Lages e Helder Adriano de Freitas seguirão monitorados na Contrassabotagem, que apura suspeitas de obstrução das investigações da Rej...

Operação Rejeito investiga irregularidades em mineração, inclusive projetos em áreas protegidas, como a Serra do Curral, em Belo Horizonte. (foto ilustrativa) — Foto: Lucas Franco/TV Globo

A Justiça Federal revogou o monitoramento por tornozeleira eletrônica de dez investigados ligados à Operação Rejeito, que apura suspeitas de fraudes em licenças ambientais e exploração irregular de minério em Minas Gerais.

Outros dois alvos, João Alberto Paixão Lages e Helder Adriano de Freitas, continuarão monitorados. O g1 tenta contato com as defesas dos investigados.

A decisão foi tomada no âmbito da Operação Contrassabotagem, que investiga suspeitas de obstrução das apurações relacionadas à Operação Rejeito.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal citada na decisão, a Contrassabotagem apura a atuação de um grupo que teria tentado dificultar investigações ambientais. Entre as suspeitas estão manobras para ocultar os responsáveis por empresas investigadas e o monitoramento de agentes públicos.

A decisão foi assinada na última quinta-feira (29) pelo juiz federal convocado Michael Procopio Ribeiro Alves Avelar, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região.

O magistrado considerou que os dez investigados vinham cumprindo as determinações e que não havia registro de violações ou de ocorrências relevantes durante o período de fiscalização.

Eles deverão comparecer mensalmente à Justiça e não poderão sair de Minas Gerais sem autorização. Também estão proibidos de deixar o país e devem entregar os passaportes, caso ainda não tenham feito isso. As demais restrições permanecem válidas.

Já João Alberto Paixão Lages e Helder Adriano de Freitas só poderão circular nas respectivas comarcas de residência e em Belo Horizonte. Deslocamentos para outros locais dependerão de autorização judicial.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, reproduzida na decisão, os dois teriam exercido funções de liderança em um grupo suspeito de dificultar investigações ambientais. As acusações ainda estão sujeitas à análise da Justiça e ao direito de defesa.