Canal no YouTube transmite 24 horas por dia discursos, anúncios e outros conteúdos relacionados às atividades do presidente americano

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A Casa Branca lançou a “Trump TV”, um canal 24h no YouTube com conteúdo sobre o presidente. A ação surge dias após Trump barrar veículos como CNN da sede do governo, gerando boicote de emissoras e processo judicial. Trump afirma combater “fake news”, não a imprensa livre, que ele considera uma ameaça à segurança nacional.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A Casa Branca lançou nesta segunda-feira, 21, a “Trump TV”, um canal no YouTube que transmite 24 horas por dia discursos, anúncios e outros conteúdos relacionados às atividades do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A estreia ocorre dias após o bloqueio imposto pelo republicano a jornalistas da CNN, da MSNow e do site Politico, impedidos de acessar a sede do governo desde o fim da semana passada.

Batizada oficialmente de “Trump TV: The Essentials Station”, a plataforma funciona pelo canal da Casa Branca no YouTube e reúne vídeos produzidos ou selecionados pelo próprio governo. A primeira transmissão começou por volta das 19h de segunda-feira, no horário de Washington, com um discurso feito por Trump no Monte Rushmore em 3 de julho, durante as comemorações dos 250 anos da independência americana. Mais tarde, o canal exibiu imagens da posse do presidente em janeiro de 2025.

A divulgação no X afirmou que o canal “já está no ar via streaming. Com transmissão 24 horas por dia, 7 dias por semana, e atualizações em tempo real, ela reúne em um só lugar os melhores momentos do passado, anúncios e tudo de mais importante e recente da administração”.

O lançamento da “Trump TV” ocorreu no mesmo dia em que as cinco principais redes de televisão dos Estados Unidos, que participam do chamado pool de imprensa da Casa Branca, anunciaram que iriam suspender a cobertura conjunta de eventos do governo americano.

O grupo reúne ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC, que se revezam na produção de imagens de atos e pronunciamentos presidenciais e distribuem o material entre as emissoras e outras organizações de imprensa. Entre elas está a Fox News, emissora tradicionalmente alinhada ao presidente e considerada próxima de Trump.

Como a CNN e a NBC fazem parte do conjunto de veículos atingidos pela medida, as cinco redes decidiram não substituir a equipe da CNN que estava escalada para a cobertura. Em comunicado, as emissoras afirmaram que o público tem interesse em receber informações independentes sobre o governo e que nenhuma administração deveria restringir uma organização jornalística por discordar de sua cobertura.

Também nesta segunda, CNN, MSNow e Politico anunciaram que entraram com uma ação judicial contra o governo Trump, com base na Primeira Emenda da Constituição americana. A medida contesta a decisão do republicano de proibir o acesso dos três veículos à Casa Branca, citando “notícias falsas”.

A ação será analisada por um juiz federal no Tribunal Distrital de Washington e pode resultar na realização de audiências e apresentação de argumentos jurídicos ainda nesta semana, segundo a CNN.

“Nesta manhã, notificamos o governo de que estamos entrando com uma ação judicial hoje para proteger nossos direitos garantidos pela Primeira Emenda e defender o princípio de que não cabe ao governo decidir o que a imprensa noticia ou publica”, afirmaram as três organizações de notícias em um comunicado conjunto nesta segunda-feira.

O banimento das equipes dos três veículos foi anunciado por Trump na sexta-feira, 18.

“Tenho orgulho de anunciar que, com efeito imediato, estou banindo a rede de notícias falsas CNN, a MSNow e o Politico da Casa Branca como resultado de sua constante ‘reportagem’ de NOTÍCIAS FALSAS”, escreveu nas redes sociais.

Segundo ele, “os veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou noticiar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América”.

No sábado, 19, repórteres da CNN e da MS NOW foram proibidos de acessar a Casa Branca, e funcionários do governo Trump apreenderam os crachás dos jornalistas. Tradicionalmente, jornalistas de diferentes veículos dos EUA e do mundo têm acesso regular aos setores de imprensa da Casa Branca, para acompanhar entrevistas coletivas, pronunciamentos e anúncios no Salão Oval.

O presidente Trump negou que esteja atacando a imprensa livre do país e disse que combate as “fake news”, que chamou de uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

“A Casa Branca não está promovendo um ataque à imprensa livre, algo que eu valorizo. Ela está promovendo um ataque às FAKE NEWS, algo que cresceu como um câncer em nossos amados Estados Unidos da América. Elas são corruptas, intencionais, disseminadas, totalmente coordenadas e completamente fora de controle. São uma ameaça à nossa segurança nacional e precisam ser detidas, AGORA! ”, afirmou o republicano em sua rede Truth Social na segunda-feira.