As notícias na Rádio Observador. Aconteça o que acontecer.

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Uma da tarde. Este é o início do Jornal da Uma, com edição do José Rafael Lopes. José, o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que dois portugueses ficaram feridos na sequência de um incêndio ontem à noite na Suíça.

As chamas deflagraram no segundo andar de um prédio onde existe um restaurante português. O Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu um comunicado onde diz que está a acompanhar essa situação e confirma esses dois feridos portugueses. Embora ainda não tenha sido possível confirmar a identidade, o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que um dos portugueses está gravemente ferido após esse acidente, o outro português ferido é ferido ligeiro. As autoridades suíças falam no incêndio de grandes dimensões, que obrigou à mobilização de quase 100 bombeiros. Além de cinco desaparecidos, oito pessoas ficaram feridas, duas em estado grave, seis com ferimentos ligeiros. Quatorze pessoas escaparam do prédio em chamas, sem qualquer tipo de ferimento. As causas deste incêndio na Suíça ainda estão por apurar.

E José Luís Carneiro insiste na necessidade de uma garantia pública do primeiro-ministro sobre as pensões e de que não vai ser feita nenhuma alteração ao atual regime.

É uma linha vermelha para o Partido Socialista e o secretário-geral do partido garante que o PS não vai aprovar o Orçamento de Estado se não a tiver. Ontem, após Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, negou alterações previstas para esta legislatura sobre o tema, mas José Luís Carneiro quer que seja Luís Montenegro a falar ao país. Reitera, o secretário-geral do PS, que se não houver essa garantia, o PS vai pôr em causa o Orçamento.

É muito importante que o primeiro-ministro dê a sua palavra de honra ao país de que não mexe nas pensões durante esta legislatura. Depois, na próxima, os portugueses dirão aquilo que querem em relação a essa matéria.

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, aqui em declarações captadas pela CNN Portugal sobre possíveis cortes nas pensões. O secretário-geral do PS garantiu ainda hoje que vai continuar a falar com o primeiro-ministro e com o presidente da República sobre as escolhas das chefias das secretas.

E o CDS exige um pedido de desculpas ao Chega pelas críticas feitas sobre a compra de três fragatas à Itália.

O Chega tem sido muito crítico do negócio, com farpas dirigidas ao executivo e, sobretudo, ao ministro da Defesa, Nuno Melo. Agora, os centristas consideram que o partido de André Ventura tem de se retratar. O deputado João Almeida diz que o pedido de desculpas deve servir para restabelecer ética e dignidade nas relações políticas.

Aquilo que o CDS entende, ao abrigo dessa ética e dessa dignidade que tem de existir na relação entre políticos e entre partidos, é um pedido de desculpas por parte do Chega, por ter feito acusações que são manifestamente infundadas. Há uma perda de credibilidade absoluta por parte do Chega e da sua ação política, porque fica-se a saber que o Chega, mesmo mentindo, não tem a dignidade de reconhecer que faltou a essa verdade quando é desmentido pelos factos.

João Almeida, deputado do CDS. Ainda sobre o caso, João Almeida garante que o PSD e o CDS mantêm a intenção de ouvir Nuno Melo na Comissão de Defesa Nacional, sendo que o Chega também pediu para ouvir o ministro e a empresa que alegadamente ficou de fora deste negócio da compra de três fragatas à Itália.

E o presidente do Observatório de Segurança Interna diz que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, não está a incorrer em nenhuma violação de normas de segurança ao dispensar os motoristas.

Nem há nenhuma violação por Luís Neves utilizar uma viatura pessoal no dia a dia. É a análise do presidente do Observatório de Segurança Interna na Rádio Observador. O ministro dispensa motoristas e seguranças e conduz a viatura de serviço que conduzia quando liderava a Direção Nacional da Polícia Judiciária. De acordo com a investigação da TVI, CNN e Nascer do Sol, trata-se de um carro desportivo apreendido pela PJ num processo-crime que foi cedido ao Ministério da Administração Interna em regime de comodato. A reportagem sugere também que pode estar em causa uma violação das condições de segurança. Na Rádio Observador, o presidente do OSCOTI, Luís Fernandes, diz que não é o caso.

Eu diria que não há uma violação direta dos protocolos do governo. Obviamente, eu não acredito que, porventura, o atual ministro não tenha uma escolta ou não tenha alguém que possa fazer segurança. Não significa que tenha ter um motorista. Tendo também uma perspectiva um pouco daquilo que são as formas de pensar destas entidades, não significa que tenhamos que ter todos os bens à vista. O que significa, sim, nós mostramos, ou a pessoa mostra, que está numa posição e pode eventualmente ter uma equipa de segurança na retaguarda ou a apoiar.

Luís Fernandes, presidente do Observatório de Segurança Interna, em declarações na Rádio Observador.

E José, na próxima semana vai haver uma nova subida do preço dos combustíveis.

A previsão apurada pela Rádio Observador é de que o gasóleo vai ficar R$ 0,035 mais caro, enquanto o preço da gasolina sobe R$ 0,025. Os números avançados pela NAREC frisa que os valores finais apenas vão ficar fechados esta tarde, mas a subida dos preços dos combustíveis a partir de segunda-feira, essa é praticamente certa. R$ 0,035 no gasóleo, R$ 0,025 na gasolina. É a segunda semana consecutiva em que os preços dos combustíveis sobem em Portugal. Após o aumento da semana passada, o governo voltou a baixar o imposto sobre o ISP. Não é certo que o faça desta vez.

E o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê uma descida das temperaturas este fim de semana e também um fenômeno pouco comum para esta altura do ano.

Uma depressão que pode trazer chuva persistente, vento forte e agitação marítima, que é pouco habitual nesta altura do ano. A descida das temperaturas já começou, vai continuar no fim de semana. É o que diz, na Rádio Observador, Jorge Ponte, do IPMA, que explica o que é que vai estar em causa.

É claramente uma depressão que não é muito habitual aparecer nesta altura do ano, em agosto