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Jornal das 7, com Luís Soares, na Rádio Observador. O PSD nega que o trabalho social passe a ser facultativo na nova prestação social única. Hugo Soares diz que é uma questão de retórica. Já o PS recusa entrar em guerras de semântica.
Esta tarde, o PS anunciou o entendimento com o PSD para viabilizar a prestação social única. A votação está a ocorrer nesta altura na Comissão de Trabalho. O líder parlamentar do PS anunciou que o trabalho social deixa de ser obrigatório e que ficou decidido deixar cair o canal de denúncias, mas o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, garante que se mantém o essencial das ideias fundamentais da proposta do governo.
As três dimensões que, para nós, eram essenciais, ficaram acauteladas neste diploma: a dignificação do trabalho, o contributo da atividade solidária social por parte dos beneficiários e o combate à fraude e ao acesso indevido. Estas três dimensões que, para nós, eram essenciais e que têm como princípios fundamentais aquilo que já vos aqui enumerei, ficaram neste diploma.
A garantia deixada por Hugo Soares no Parlamento, entrevistado há instantes no Explicador da Tarde Política. O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, diz que não quer entrar em guerras de semântica, mas assegura que há alguma cedência da parte do governo.
Eu não quero fazer uma discussão de semântica, ainda menos hoje, em que chegamos a um acordo. Isso sempre esteve presente. Agora, não podia ser apresentado, era como praticamente trabalho forçado, que foi assim que o governo o apresentou. Portanto, nós mantivemos, no essencial, aquela que era a nossa aproximação e sempre dissemos ao governo que não éramos contra o emprego como um instrumento de inclusão. Éramos completamente contra que isso fosse fora de um plano de inclusão. A pessoa não será chamada para trabalhar. Isso não vai acontecer. A pessoa será chamada para ter um plano de inserção, onde vários instrumentos vão estar disponíveis e onde, em determinado momento, pode ser sugerido que esteja disponível para ter uma ocupação ou mesmo um emprego.
O esclarecimento deixado pelo líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, entrevistado no Explicador da Tarde Política.
O Chega ficou fora do entendimento.
O líder do partido revelou que o governo considerou inaceitáveis as exigências do Chega para viabilizar a prestação social única, em declarações antes do anúncio do acordo entre PSD e PS. André Ventura já deixava antever esse entendimento.
Penso, mas é uma intuição, que a determinado momento o governo compreendeu que estas exigências do Chega não são aceitáveis, por motivos que são do governo, e que prefere fazer o PS voltar atrás na sua palavra. Eu ouvi ontem o secretário-geral do Partido Socialista dizer que isto era desumano e dizer que era essencialmente contrário à ideia de quem recebe subsídios colabore com a comunidade. Não sei como é que o PS vai descalçar isso, mas também não é um problema meu.
Não é problema do Chega. O PS acabou então por chegar a acordo com o PSD para viabilizar a prestação social única.
A Comissão Parlamentar de Transparência concluiu que a deputada do PS, Isabel Moreira, violou o estatuto do Código dos Deputados durante um debate sobre mudança de género.
Nessa discussão, a deputada socialista acusou os projetos de lei do PSD, do Chega e do CDS de ratificarem o assassinato de Gisberta, a mulher transexual que foi agredida e morta por um grupo de adolescentes no Porto em 2006. Perante as acusações de Isabel Moreira, o líder do grupo parlamentar do PSD, Hugo Soares, decidiu apresentar uma queixa na Comissão de Transparência para condenar aquele que diz ter sido um comportamento inadequado, inaceitável, por parte da deputada do PS. No relatório elaborado pelo deputado do Chega, José Barreira Soares, aprovado hoje por maioria na Comissão de Transparência, com os votos contra do PS e do Livre, lê-se que a atuação de Isabel Moreira ultrapassou o limiar da crítica política vigorosa e da hipérbole admissível e que a deputada socialista entrou no domínio da desqualificação moral dos deputados apoiantes ou votantes das iniciativas em causa.
E agora uma promessa para mais tarde recordar: o ministro da Administração Interna garante que não vão existir filas de espera nos aeroportos durante o verão.
Luís Neves diz que depois da tempestade vem a bonança.
Depois de um período longo de turbulência e de dificuldades, agora vem a bonança. E era importante que também, porque vós chegais a todas as pessoas, chegam a difundir a notícia, que também desse uma imagem daquilo que é-
Está a garantir aos portugueses que não haverá filas este verão.
O que eu estou a garantir aos portugueses e a todos, é que aquilo que nós vimos no passado pode acontecer um dia ou outro. Estamos sempre dependentes da tecnologia, tal qual nós sabemos, e pode uma coisa ou outra. Mas tendencialmente a operação, apesar de maior pressão, vai correr bem.
Declarações à margem de uma cerimónia onde foi apresentado um reforço de agentes europeus destinado a apoiar o controle de fronteiras, algo que acontece na sequência das dificuldades verificadas na implementação do novo sistema de entradas e saídas da União Europeia, que provocou nos últimos meses vários constrangimentos operacionais nos aeroportos portugueses, em particular na zona de chegadas do aeroporto de Lisboa.
Há outras notícias a marcar esta tarde.


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