(Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt. O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL, no Spotify, no Deezer e no Apple Podcasts. Nesta semana: IA do Google para robôs; China tem um pro
Ouvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×(Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt. O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL, no Spotify, no Deezer e no Apple Podcasts. Nesta semana: IA do Google para robôs; China tem um problema; Kimi K3; A IA do Itaú; Golpes no Brasil)
Golpes e fraudes na internet viraram o crime patrimonial mais praticado no Brasil, enquanto roubos do mundo físico caíram, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes conta como outro relatório traçou o perfil desses ataques no país, do prejuízo médio às vítimas preferenciais, passando pela velocidade com que os golpes são aplicados.
Enquanto caíram os roubos de veículos (20%), de transeuntes (23%), a estabelecimentos comerciais (18%) e de celular (18,6%), os golpes digitais subiram em 2025, mostra anuário. Somaram 2,2 milhões de ocorrências no ano passado. Já o relatório "O estado dos golpes em 2026", da Global Anti-Scam Alliance, mostra a cara das fraudes digitais no Brasil, após entrevistar 60 mil pessoas em 40 países, mais de mil delas no Brasil.
O relatório mostra que 81% dos brasileiros tiveram algum contato com o golpe. Isso quer dizer que durante o ano foram 202 tentativas de golpe [por pessoa]. Mas, quando você extrapola para a população, dá 34,5 bilhões de tentativas de golpe. (...) Não dá para você, humanamente, fazer quase 35 bilhões de tentativas de golpe. É muita coisa. Até por isso, os principais canais que os golpistas usam são aqueles que usam mensagens diretas.Helton Simões Gomes
Os cinco canais mais usados para distribuir golpes são: ligação telefônica, apps de mensagens, e-mail, SMS e redes sociais. Entre plataformas, o WhatsApp aparece com 64% das tentativas, seguido por Gmail (31%), Instagram (22%), Facebook (17%) e Google (13%).
Uma das conclusões do levantamento é a baixa "produtividade" dos criminosos: há bilhões de tentativas, mas as ocorrências ficam na casa do milhão.
Quando é efetivo, no entanto, os golpes doem fundo no bolso. Em média, o prejuízo para as vítimas é de R$ 1.287 -isso quer dizer que as perdas podem ser ainda maiores para algumas pessoas. Isso leva a um volume total de dinheiro extraviado por cibercriminosos da ordem de R$ 21 bilhões no Brasil. As perdas não são apenas financeiras, porém, já que 76% das vítimas relatam impacto na saúde mental.
Outro detalhe trazido é um descaso com a denúncia de fraudes: muita gente topa com tentativas de fraude na internet, identifica os elementos dela, mas não reporta. O comportamento se repete até entre as vítimas, que, mesmo lesadas pelos criminosos, não procuram canais formais, dificultando a reação e a recuperação de dinheiro.
Das pessoas que foram vitimizadas pelo golpe, 19% reportaram o golpe. (...) Das pessoas que reportaram, um quinto conseguiu recuperar o dinheiro. Ainda é um número muito baixo, mas não quer dizer que é impossível. (...)Helton Simões Gomes
Outra característica dos golpes citada pelo relatório é o seu imediatismo. Como muitos deles criam uma narrativa de que a oportunidade precisa ser aproveitada imediatamente, 26% das pessoas que caíram em uma fraude foram afetadas em alguns minutos. "Elas não tiveram tempo para pensar", diz Helton.
O "efeito repetição" é outra constatação do relatório. Das vítimas de golpes, 34% são reincidentes, não necessariamente por desatenção, mas por virarem alvo de mais tentativas após o primeiro golpe.
Ao falar de prevenção, Helton apresenta a parte do relatório que lista os métodos mais e menos confiantes para detectar se uma oferta é, na verdade, um golpe. Tem baixa efetividade verificar se há erros de ortografia ou em sinais superficiais de legitimidade. Funcionam mais fazer checagens fora do ambiente do anúncio, além de preferir meios de pagamento com chance de reembolso.
Se é bom demais para ser verdade, talvez não seja de verdade. [Bons métodos são] Pesquisar a avaliação sobre aquele produto ou aquele serviço em outro site. (...) Verificar se o pagamento pode ser feito com cartão ou algum meio reembolsável. (...) No Brasil, a maioria das pessoas que caem em golpe, ou elas caem mandando dinheiro por TED, ou por Pix.Helton Simões Gomes
Além de ter visto anúncios como a Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), apelidada de "ONU da IA", e de novos chips e modelos de IA, Cortiz diz que o pavilhão de robôs expôs um efeito colateral: empresas demais fazendo a mesma coisa, com níveis muito diferentes de qualidade.
É uma conferência gigantesca que a China organiza. Para mim, já é a maior do mundo. 350 mil pessoas participaram. A conferência era tão grande que tinha mais de 1.200 empresas expondo. Era como um grande centro de exposição empilhado em três andares e ainda assim não deu conta: usaram outros dois centros, fora eventos em hotéis.Diogo Cortiz
O Google diz ter dado um passo definitivo para tirar os robôs do "modo laboratório", quando o ambiente não pode mudar, e levá-los para o mundo real. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam o que o Gemini Robotics 2 muda na robótica.
A promessa é levar a autonomia que a IA generativa já mostrou no digital para o mundo físico: mais destreza nas mãos, corpos que se adaptam a mudanças no ambiente e até cooperação entre máquinas para concluir uma tarefa.
A gente só não tem isso ainda porque os robôs têm uma dificuldade muito séria e muito palpável: eles são muito úteis, mas desde que façam atividades repetitivas, pré-programadas, ou que sejam tele-operados pelos seres humanos, e o ambiente não pode mudar de jeito nenhum. Eu não conheço nenhum lugar fora de um laboratório que seja assim. Mas o Google inventou uma inteligência artificial muito diferente daquela que a gente usa no ChatGPT, no Claude e no próprio Gemini, que resolve esse tipo de coisa.Helton Simões Gomes
O Itaú colocou uma inteligência artificial dentro do aplicativo e quer transformar a IA no "primeiro contato" do cliente com o banco, com um botão flutuante que abre funções e orientações financeiras.
No novo episódio de DEU TILT, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Gabriel Francisco Ribeiro e Helton Simões Gomes explicam o que o banco busca com a IAI, como ela usa dados para personalizar respostas e por que o movimento pode se espalhar.




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