Explosão atingiu plataforma com locomotiva estacionada, onde havia multidão de civis; Moscou sofre com enxame de 600 drones em meio a cúpula Rússia-África
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Um ataque russo com drone devastou uma estação ferroviária em Dnipro, Ucrânia, matando 13 pessoas e ferindo cinco. O alvo, um trem civil, ressalta a importância vital da rede ferroviária ucraniana, essencial para a população e economia. A ofensiva ocorre enquanto a Ucrânia também lança drones em Moscou, evidenciando a escalada da guerra.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Um ataque russo com drone matou ao menos 13 pessoas e deixou cinco feridos nesta quinta-feira, 29, em uma estação ferroviária em Dnipro, no sudeste da Ucrânia. Segundo a operadora ferroviária ucraniana, o explosivo atingiu uma plataforma onde um trem estava parado, que tinha como destino Zaporizhzhia.
“Treze pessoas morreram em um ataque russo em Dnipro. Pelo menos outras cinco ficaram feridas”, declarou o governador regional, Oleksandr Ganzha, no Telegram.
O prefeito de Dnipro, Boris Filatov, lamentou “uma tragédia” na cidade e afirmou nas redes sociais que “um drone atingiu um trem elétrico civil”.
“Muitas pessoas morreram. Muitos estão feridos”, acrescentou.
O diretor da companhia ferroviária, Oleksandr Pertovski, afirmou em postagem no Facebook que a situação de ameaça foi alertada, mas que, “infelizmente, ainda havia muitas pessoas na plataforma”.
A rede ferroviária ucraniana é a terceira maior da Europa, com 24 mil quilômetros de trilhos. Tem sido importantíssima para os civis do país em meio à guerra, transportando 4 milhões de pessoas e cerca de 120 mil animais de estimação para zonas mais seguras ao longo dos anos. Também trouxe líderes mundiais para Kiev, incluindo o ex-presidente americano, Joe Biden, e o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham. As conexões ferroviárias são essenciais ali, onde viajar do leste para o oeste pode levar um dia inteiro.
Membros da Ukrzaliznytsia, órgão que dirige o sistema de ferrovias do país, descrevem a ferrovia como a “espinha dorsal da economia da Ucrânia”. A rede funciona como principal fornecedor logístico para o Exército e a indústria ucraniana, e toda semana transporta 600 mil pessoas. Com 170 mil trabalhadores, também foi a maior empresa da nação leste-europeia.
Acredita-se que, depois da Rússia focar seus ataques em pontes (que foram reconstruídas com considerável facilitade), e subestações de energia em seguida (embora ainda haja apagões e cortes no fornecimento eletricidade, o governo ucraniano aplacou o pior transicionando para o uso de motores a diesel), as forças de Vladimir Putin estejam direcionando ataques a locomotivas civis, uma tática que pode ter consequências para lá de fatais em um momento em que a Ucrânia está com falta de defesas aérea.
Também nesta quinta, mais de 600 drones foram lançados pela Ucrânia em direção à região de Moscou, segundo o prefeito da cidade, Sergei Sobyanin. A salva de ataques ocorreu no segundo dia da reunião de cúpula Rússia-África na capital russa, com delegações de 48 países, das quais 22 são lideradas por chefes de Estado.
“Entre 20h30 de 28 de outubro e 7h00 de 29 de outubro, 613 drones se dirigiram à região de Moscou. A maioria foi neutralizada pela defesa antiaérea do Ministério da Defesa”, afirmou Sobyanin no Telegram, destacando que 231 drones foram destruídos antes de chegar à região de Moscou.
As trocas de ataques aconteceram no momento em que Rússia e Ucrânia se preparam para retomar, em novembro, as negociações de paz, com mediação dos Estados Unidos. Apesar da retomada de costuras diplomáticas, os dois países, que intensificaram os ataques com drones e projéteis nos últimos meses, continuaram os disparos.
Em meados de setembro, quase 1.600 drones foram lançados em direção à região de Moscou e derrubados, informou Sobyanin.




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