O conglomerado financeiro paranaense Bari ‌prevê continuar avançando acima da média do mercado ...

O conglomerado financeiro paranaense Bari ‌prevê continuar avançando acima da média do mercado de financiamento com garantia de imóvel, segmento que impulsionou a expansão da carteira de crédito do grupo no primeiro semestre, afirmou o presidente-executivo, Rodrigo Pinheiro.

"É hoje uma das principais frentes de crescimento do Bari e um produto que ainda tem bastante espaço para avançar no Brasil", disse o executivo à Reuters. "Temos uma robusta estrutura de ⁠capital...e contamos também com a tecnologia embarcada nos processos de originação, que nos permite expandir com ‌agilidade e eficiência", acrescentou.

A carteira de crédito total do Bari fechou a primeira metade do ano com R$2,16 bilhões, alta de 29,2% ante o final de junho de 2025, com ‌a carteira de "home equity" somando quase R$1,6 bilhão, alta de ‌37,9% ano a ano.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito ⁠Imobiliário e Poupança (Abecip), o estoque de crédito com garantia de imóvel somava R$34,1 bilhões no final de junho, alta de 27% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho, as concessões totalizaram R$6,67 bilhões, alta de 30,9% ano a ano.

"O foco estratégico está cada vez mais concentrado no home equity, com investimentos em marketing, mídia, educação financeira, influenciadores e ‌tecnologia para sustentar esse crescimento", acrescentou. 

Pinheiro, contudo, antecipa uma acomodação no ritmo de crescimento do crédito ‌do grupo nos próximos meses, ⁠em razão de uma ⁠base agora maior, perspectiva de manutenção de taxas de juros em níveis elevados e possível volatilidade eleitoral.

"É natural ⁠que o ritmo de crescimento na comparação entre ‌os semestres apresente alguma acomodação", afirmou. "Isso ‌não significa, porém, uma reversão da tendência. A expectativa continua sendo de crescimento na comparação anual, ainda que em um ritmo diferente do observado no primeiro semestre", acrescentou. 

Além do home equity, o grupo também trabalha com outras modalidades de crédito, como o consignado, ⁠que no primeiro semestre representou uma carteira de R$413 milhões, acréscimo de cerca de 5% em relação ao primeiro semestre de 2025.

Quanto à qualidade dos portfólios do conglomerado, o imobiliário, no qual está o home equity, registrou um índice de atrasos acima de 90 dias de 2,54% no final de junho. No consignado, essa métrica ‌ficou em 2,94%.

"A expectativa (no crédito) é manter o rigor técnico e a baixa inadimplência. Temos uma expertise importante na avaliação das garantias e uma carteira com caráter colateralizado, o que ⁠confere resiliência e proteção contra perdas, inclusive em cenários de maior estresse macroeconômico", afirmou.

Pinheiro também afirmou que o objetivo do Bari é preservar níveis elevados de retorno sobre o patrimônio (ROAE), após essa linha no balanço alcançar 39,2% no primeiro semestre, de 29,7% um ano antes. Também busca manter a consistência no resultado, que na primeira metade do ano mostrou um lucro líquido de R$43,3 milhões, salto de 66,3% ante o mesmo intervalo de 2025, e equivalente a quase 77% do lucro registrado no ano passado.

"A tecnologia embarcada em nossa jornada operacional cumpre um papel central nesse pilar, porque viabiliza o ganho de escala sem um aumento proporcional nos custos fixos", afirmou Pinheiro. 

No primeiro semestre, o índice de eficiência do banco que tem sede em Curitiba (PR), ficou em 28%, contra 38,8% um ano antes. O índice de eficiência mede o custo do banco para gerar receita. Quanto menor, melhor.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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