O Ibovespa fechou em alta de 2,97% nesta sexta-feira (10), aos 177.866 pontos, no maior avanço diário registrado em pouco mais de três meses pela bolsa brasileira. O desempenho foi impulsionado pelo IPCA de junho, que ficou abaixo das projeções do mercado fin…

O Ibovespa fechou em alta de 2,97% nesta sexta-feira (10), aos 177.866 pontos, no maior avanço diário registrado em pouco mais de três meses pela bolsa brasileira. O desempenho foi impulsionado pelo IPCA de junho, que ficou abaixo das projeções do mercado financeiro.

A inflação oficial subiu 0,16% no mês, enquanto analistas esperavam avanço de aproximadamente 0,31%. A surpresa derrubou as taxas dos contratos de juros futuros e aumentou as apostas de que o Banco Central poderá acelerar o corte da Selic.

O dólar comercial também recuou. A moeda estadunidense caiu 0,28% e encerrou o dia cotada a R$ 5,10. No mercado de juros, o contrato com vencimento em janeiro de 2027 passou de 14,02% para 13,90%.

O Bank of America afirmou em relatório que vê espaço para o Banco Central reduzir a Selic a 14% na reunião de agosto. A instituição também não descarta outro corte em setembro, levando a taxa para 13,75%, desde que o ambiente internacional permaneça favorável.

A expectativa de juros menores beneficiou especialmente o setor financeiro. Ações de Itaú, Bradesco e BTG Pactual avançaram com força. Apenas um dos 78 papéis que formam o Ibovespa terminou a sessão em queda.

O ambiente externo também contribuiu. O petróleo Brent teve leve recuo, enquanto as principais Bolsas dos Estados Unidos fecharam em alta. Com o resultado desta sexta, o Ibovespa acumula valorização de 10,4% em 2026 e ganho de 3,4% em julho.