Os principais índices das bolsas de Nova York abriram sem direção única e perto da estabilidade, com foco no desempenho das ações de tecnologia ligadas ao segmento de inteligência artificial (IA), que tiveram forte queda na véspera. Investidores aguardam o ba…

As bolsas de Nova York ganharam força, após abrirem o pregão perto da estabilidade, em meio à queda dos preços do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. As ações de tecnologia seguem no radar, com investidores à espera do balanço da Micron Technology após o fechamento do mercado, que pode servir como um importante teste para avaliar se o “boom” de inteligência artificial (IA) ainda tem fôlego para se sustentar.

Por volta de 13h20 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,91%, a 52.557 pontos; o S&P 500 avançava 0,54%, a 7.477,75 pontos; e o Nasdaq Composto tinha alta de 0,31%, a 29.760,50 pontos. As ações da Micron caíam 0,4%, após a queda de 13% na terça-feira, e investidores aguardam o balanço da empresa.

A expectativa de consenso do mercado é que a receita supere o limite superior da faixa de projeção da empresa, indicando uma aceleração adicional em relação ao ritmo já excepcional de crescimento de 196% registrado no segundo trimestre, diz o IG, em nota. “A expectativa é alta: superar a projeção pode não ser suficiente para satisfazer investidores que já precificam um superciclo prolongado no mercado de memória.”

Nos mercados de commodities, o petróleo Brent para entrega em agosto caía 3,87%, a US$ 74,10 por barril, e o petróleo WTI para o mesmo mês cedia 3,57%, a US$ 70,60, nos níveis mais baixos desde o início do conflito, apoiados pela retomada dos fluxos no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump afirmou que o Irã não cobrará taxas de passagem, seguro ou outras tarifas de embarcações na região.

Acompanhando as perdas no petróleo, os rendimentos dos Treasuries operam em queda, enquanto investidores aguardam a divulgação, amanhã, do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), a medida de inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed). A taxa da T-note de dois anos caía a 4,156%, de 4,198% no fechamento anterior, enquanto o da T-note de dez anos recuava de 4,502% a 4,436%.

Nos mercados de câmbio, o dólar no exterior opera nas máximas em mais de um ano. O índice DXY, que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos, avançava 0,21% a 101,62 pontos. As expectativas de juros mais altos nos Estados Unidos ganharam força, diante do tom mais duro do Fed e da resiliência da economia americana.