O Departamento de Estado dos Estados Unidos impôs em julho de 2025 uma série de sanções contra pessoas que colaboram com a investigação do TPI (Tribunal Penal Internacional) contra Israel por suas ações na Faixa de Gaza . Leia mais (09/09/2026 - 23h00)

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos impôs em julho de 2025 uma série de sanções contra pessoas que colaboram com a investigação do TPI (Tribunal Penal Internacional) contra Israel por suas ações na Faixa de Gaza.

Uma dessas pessoas foi a relatora especial das Nações Unidas para a Palestina, Francesca Albanese —as sanções foram suspensas em maio deste ano depois que um juiz federal americano entendeu que elas violavam a liberdade de expressão da italiana.

Já em fevereiro, a ONG pró-Israel UN Watch, que monitora a ONU, publicou um vídeo editado em que Albanese aparentava dizer que Israel era "o inimigo comum" da humanidade. Na verdade, ela não cita o país e, mais tarde, esclareceu que "o sistema que permite o genocídio na Palestina" era o inimigo comum. Mesmo assim, a França e a Alemanha pediram a renúncia da advogada, cujo mandato só termina em 2028.

A relatora especial, frequentemente acusada de antissemitismo por Israel e aliados, também diz que, para que a ocupação israelense em território palestino termine, são necessárias sanções contra o país —e pede que o Brasil suspenda todo o comércio que realiza com o Estado judeu.

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Albanese foi declarada persona non grata por Israel e está proibida de entrar no país desde fevereiro de 2024. A decisão veio depois de a relatora dizer que os civis israelenses mortos pelo ataque terrorista do Hamas no 7 de Outubro foram assassinados não por serem judeus, mas sim em resposta à opressão cometida por Israel.

Como as sanções dos EUA afetaram sua vida? Tratou-se de uma grave violação de meus privilégios e imunidades como membro do sistema ONU. Meu visto diplomático aos EUA foi revogado, minha afiliação acadêmica na Universidade Georgetown [em Washington] foi encerrada, meu apartamento nos EUA foi confiscado, meu seguro de saúde foi cancelado, minha conta bancária foi fechada.

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Em fevereiro, um vídeo falso feito sobre a senhora levou a condenações de países europeus. Após esse incidente, mudou alguma coisa na forma como fala em público? Não. Essa história foi um mal que veio para o bem, porque lido com esse tipo de golpe há anos. Dessa vez, foi muito escancarado, e expôs a virulência do sistema. Existem esses carniceiros, como gosto de chamá-los. Israel dispõe de um exército infindável de lacaios que saem procurando por qualquer coisa que possa ser usada contra quem denuncia o genocídio.

Eu já fui acusada de ser porta-voz do Hamas, de apoiar o terrorismo. Você consegue imaginar um funcionário da ONU que apoie o terrorismo? Seria expulso em um segundo. Há um amplo registro de falas minhas condenando os ataques de 7 de Outubro e os crimes cometidos pelo Hamas contra civis israelenses.

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A Corte Internacional de Justiça, em suas deliberações sobre o tema, não afirmou explicitamente que Israel comete apartheid na Cisjordânia, e Tel Aviv afirma que o tratamento diferenciado se dá com base na nacionalidade, e não na raça. Como a sra. fundamenta a acusação de apartheid que faz? A Convenção do Apartheid de 1973 se refere a regimes que tenham a mesma conduta da África do Sul, e não apenas à África do Sul.