Vini Jr. é destaque positivo da seleção, com sete dribles bem-sucedidos
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28.jun.2026 às 13h06 Atualizado: 28.jun.2026 às 17h42
Natália Santos Marina Pinhoni
Historicamente famosa por jogadores habilidosos como Pelé, Garrincha e Ronaldinho Gaúcho, a seleção brasileira deixa a desejar nos dribles nesta Copa. Com apenas 20 dribles bem-sucedidos em 59 tentados, a taxa de aproveitamento foi de 34% na fase de grupos, a pior entre as 48 seleções do torneio. Os dados são da Opta.
O Japão, rival da seleção nesta segunda-feira (29) pela fase de 32, não tem números muito melhores. Foram 34 dribles tentados e 13 bem-sucedidos (38,2% de aproveitamento).
A seleção brasileira é a sétima seleção que mais tentou driblar até aqui, empatada com Curaçao. A liderança em tentativas é africana, começando com Marrocos, com 76, Argélia, 75, e Costa do Marfim, com 70.
Quem mais se destaca no Brasil é Vinicius Jr., com sete dribles bem-sucedidos, cinco feitos na vitória por 3 a 0 contra a Escócia, na qual marcou dois gols. Os outros dois foram contra o Haiti, quando fez um gol.
Do lado oposto do ranking está a Croácia, que eliminou o Brasil na Copa passada. Eles lideram o quesito com 68% de aproveitamento: 23 dos 34 dribles tentados.
Ao considerar apenas o número absoluto de dribles bem-sucedidos, a Costa do Marfim sai à frente, com 42.
Os 72 primeiros jogos da Copa do Mundo registraram 215 gols. Mais da metade (119) foi marcada no primeiro toque na bola do autor do gol. É o caso dos quatro feitos pelo norueguês Erling Haaland e de três dos seis gols de Lionel Messi.
A primeira fase fechou com uma média de 2,9 gols por partida, superando a marca da edição do Qatar para a mesma fase: 2,5 gols por jogo.
Um total de 25% dos gols da fase de grupos em 2026 veio de bola parada. Segundo dados da Opta, 28 jogadas que resultaram em gol foram iniciadas em escanteios, cinco vieram de faltas diretas, seis de arremesso lateral e sete de jogadas combinadas a partir de bola parada —quando a equipe aproveita uma falta ou escanteio para montar uma jogada antes de finalizar. De pênalti, foram oito até o momento.
Na Copa do Qatar, 21% dos gols da fase de grupos vieram de bola parada (25 gols dos 120 marcados).
Os países que mais fizeram gols nesta edição até agora foram Alemanha, Holanda e França, com 10 bolas na rede cada.
Apenas uma seleção não fez gol na Copa: o Panamá, que participou pelo Mundial pela segunda vez e foi eliminado. Das estreantes, todas marcaram ao menos um gol: Jordânia (3) Cabo Verde (2), Uzbequistão (2) e Curaçao (1).
Apenas duas seleções conseguiram passar esta fase ilesa de sofrer gol: o país-sede México e uma das favoritas da Copa de 2026, a Espanha.
Chama a atenção o número de gols contra: 12 apenas na primeira fase, igualando o recorde de toda a Copa da Rússia de 2018 em números absolutos. O valor é o dobro da Copa de 1998 da França, que teve seis gols contra —sendo um deles a favor do Brasil na partida contra a Escócia.




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