O segundo medicamento da indústria nacional contendo semaglutida sintética já tem nome. Trata-se do Semavy, caneta injetável que será distribuída pela farmacêutica Hypera Pharma. Leia mais (06/24/2026 - 09h04)
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
24.jun.2026 às 9h04 Atualizado: 24.jun.2026 às 17h30
Edição Impressa Diminuir fonte
O segundo medicamento da indústria nacional contendo semaglutida sintética já tem nome. Trata-se do Semavy, caneta injetável que será distribuída pela farmacêutica Hypera Pharma.
Nesta quarta (24) foi publicado na página da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) o protocolo oficial com o nome do produto, que aguarda registro sanitário.
Esse processo antecede o registro sanitário, que pode sair a qualquer momento. A Hypera protocolou na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a documentação relacionada ao registro e o processo segue em análise pela agência. O preço ainda não foi divulgado.
A caneta será voltada ao tratamento do diabetes tipo 2, e ainda não há pedido para a perda de peso. A substância será importada, mas a farmacêutica não divulgou de qual país.
Sediada em São Paulo (SP), a Hypera possui um dos portfólios mais diversificados do setor, liderando o mercado de medicamentos isentos de prescrição, suplementos e vitaminas.
O primeiro produto nacional, o Ozivy, da farmacêutica EMS, foi aprovado pela Anvisa no dia 26 de maio, pouco mais de dois meses após a semaglutida perder a patente, em 20 de março.
No último dia 15, a EMS começou a distribuir o medicamento, que está chegando primeiro às principais redes farmacêuticas das capitais brasileiras, com previsão de cobertura nacional até julho. Nas farmácias, o preço parte de R$ 452 por caneta, referente à apresentação para a fase inicial do tratamento. A dose de manutenção de 1 mg custa R$ 498 por caneta.
Assim como o Ozivy, o Semavy não é enquadrado como genérico, similar ou biossimilar. A classificação do produto pela agência regulatória é de medicamento novo. Ainda assim, o mercado avalia que a concorrência deve baratear as canetas.
O Ozempic, da Novo Nordisk, custa R$ 975 na tabela Preço NovoDia (e-commerce), nas versões de 0,25 mg e 0,5 mg. O Wegovy de 0,25 mg, outra semaglutida na Novo, custa R$ 975 na mesma tabela.
No Brasil, a semaglutida tem movimentado pelo menos R$ 5 bilhões por ano, sem considerar os produtos comercializados via farmácias de manipulação e muito menos os contrabandeados do Paraguai.
As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade.
As marcas mais conhecidas deste mercado são o Ozempic (semaglutida, da Novo Nordisk) e o Mounjaro (tirzepatida, da Eli Lilly), mas existe forte procura por produtos feitos no Paraguai e em farmácias de manipulação —a Anvisa tem intensificado o cerco ao mercado de produtos sem registro nacional.
Para se fortalecer no mercado após a perda da patente, a Novo Nordisk fez parceria com a farmacêutica nacional Eurofarma, que lançou a semaglutida sob as marcas Poviztra, para perda de peso, e Extensior, para diabetes.
O governo monitora o registro de novos produtos, pois existe a expectativa de levá-los ao SUS (Sistema Único de Saúde). O caminho para a incorporação de um medicamento na rede pública exige avaliação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) sobre vantagem terapêutica e impacto orçamentário da distribuição.


0 Comentário(s)
Deixe seu comentário