Candidato petista havia terminado o primeiro turno em segundo lugar
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25.out.2026 às 21h04
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O ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT), 48, que adotou o nome Cadu de Lula na urna, foi eleito governador do Rio Grande do Norte neste domingo (25), segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Com 100% das urnas apuradas, ele registrou 50,77% dos votos válidos, contra seu adversário, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil), que obteve 49,22% dos votos.
Para projetar a vitória de um candidato, o Datafolha acompanha os dados da apuração divulgados pelo TSE e, por meio de um sistema próprio, faz a projeção do resultado considerando o agrupamento de eleitores por mesorregião e natureza do município em cada estado. Quando há um número razoável de votos apurados nesses agrupamentos, é possível estimar que um candidato não poderá mais ser ultrapassado e, portanto, projetar sua vitória.
"Essa vitória é do povo potiguar! Obrigado a cada pessoa que acreditou, caminhou ao nosso lado e sonhou com um Rio Grande do Norte que continue avançando", disse o governador eleito em sua página no Instagram.
A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin de prorrogar por duas horas a votação em todo o país, emitida pouco após as 17h, causou confusão entre mesários e presidentes de seção. Em alguns locais do país, urnas já haviam sido encerradas e contabilizadas, com a impressão de boletins de urna. A prorrogação do horário é inédita no país.
Cadu havia saído atrás no primeiro turno em uma disputa acirrada pelo governo. No último dia 4, ele recebeu 36,16% dos votos válidos, ante 36,94% de Allyson. Em números absolutos, a diferença entre os dois foi de apenas 15.509 votos. O Rio Grande do Norte foi o único dos nove estados nordestinos com segundo turno nesta eleição.
Filho de potiguares, nascido no Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Xavier é engenheiro da computação e mestre em engenharia de produção pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
Em 2005, ocupou o cargo de auditor fiscal, após aprovação em concurso público da então Secretaria de Estado da Tributação.
Entre janeiro de 2019 e março de 2026, na gestão de Fátima Bezerra, comandou a mesma pasta, que posteriormente passou a se chamar Secretaria da Fazenda.
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Cadu também foi diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal).
Ele deixou o cargo de secretário no início do ano para disputar o pleito estadual.
A campanha buscava a continuidade dos oito anos de governos do PT no estado, iniciados em 2019, mantendo a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um dos redutos petistas na região Nordeste do país.




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