Especialistas esclarecem dúvidas cruciais sobre genética, novos tratamentos e gravidez; descubra fatos essenciais para cuidar melhor da sua saúde
A campanha de Outubro Rosa busca conscientizar sobre a prevenção e o tratamento do câncer de mama - (crédito: Freepik) O câncer de mama é o tumor mais frequente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam 78.610 novos casos anuais no país entre 2026 e 2028, representando 30% dos diagnósticos femininos. Em 2023, a doença provocou 20.165 mortes no Brasil.
Siga o canal do Correio Braziliense no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular.
A oncologista Elisa Porto, do Hospital Brasília, e a mastologista Raiana Borges, da Maternidade Brasília, integrantes da Rede Américas, esclarecem mitos e verdades sobre prevenção, diagnóstico e tratamento:
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Câncer de mama exige rede ampliada de cuidados
6 fatos que toda mulher deve saber sobre o câncer de mama
Vitamina D pode ser aliada no tratamento do câncer de mama, sugere estudo
Todo câncer de mama é igual: mito. Existem diferentes subtipos biológicos e moleculares, definidos por receptores hormonais e pela proteína HER2, exigindo abordagens terapêuticas distintas para cada paciente.
Toda paciente precisa de quimioterapia: mito. A indicação depende do estágio, subtipo e risco de retorno da doença. Testes genômicos podem identificar quem realmente obtém benefício com essa terapia.
A ausência de casos na família elimina o risco: mito. O INCA calcula que apenas 5% a 10% dos casos são hereditários. Fatores reprodutivos, idade, consumo de álcool, excesso de peso e inatividade física também influenciam o aparecimento do tumor.
Exercício físico deve ser evitado durante o tratamento: mito. Quando orientado e adaptado, o treino reduz a fadiga, preserva a mobilidade e melhora o sono, o humor e a qualidade de vida.
A amamentação ajuda a prevenir a doença: verdade. O aleitamento reduz o risco de desenvolver o tumor devido a alterações hormonais e no tecido mamário, com benefício ampliado quanto maior o tempo de amamentação ao longo da vida.
Medicamentos modernos levam quimioterapia direto à célula tumoral: verdade. Os conjugados anticorpo-fármaco (ADC) unem um anticorpo a uma substância citotóxica para atingir alvos específicos, embora apresentem efeitos adversos e indicações restritas.
Nódulos na gestação decorrem apenas de alterações hormonais: mito. Nódulos persistentes, endurecidos, em crescimento ou associados a mudanças na pele e no mamilo exigem investigação médica imediata.
O diagnóstico na gravidez exige a interrupção da gestação: mito. Cirurgias podem ocorrer durante a gravidez e alguns esquemas quimioterápicos são viáveis após o primeiro trimestre, adaptando as condutas para proteger a mãe e o bebê.
Participar de pesquisa clínica significa ser cobaia: mito. Estudos clínicos seguem protocolos rigorosos avaliados por comitês de ética, com consentimento voluntário, e possibilitam acesso a estratégias inovadoras.
O tratamento visa apenas aumentar o tempo de vida: mito. As condutas buscam também o controle de sintomas, a preservação da funcionalidade, o suporte emocional e a manutenção da rotina e das relações pessoais.
Saiba Mais Cidades DF Universitários fazem ato pró-Bolsonaro e têm apoio de parlamentares Cidades DF Vendas no varejo voltam a crescer no DF e superam a média nacional Cidades DF Após chuva mudar o tempo no DF, previsão indica temporais até segunda Cidades DF "A família brasileira ganhou um dia", afirma Grass durante campanha Cidades DF Polícia prende três pessoas por furto de coletes balísticos do Detran-DF Cidades DF TJDFT adia julgamento de recurso que pede aumento de pena contra psicólogo
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário