O Brasil deve registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano entre 2026 e 2028, segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de... O post Câncer de próstata não é sentença de impotência nem de incontinência urinária apareceu primeiro em…
O Brasil deve registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano entre 2026 e 2028, segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Excluindo os tumores de pele não melanoma, esse é o tipo de câncer mais incidente entre os homens brasileiros.
A evolução da cirurgia robótica ampliou as possibilidades para pacientes com indicação cirúrgica. As plataformas utilizadas atualmente oferecem ao cirurgião visão tridimensional ampliada do campo operatório, instrumentos articulados e recursos que permitem movimentos mais precisos em uma região anatômica onde nervos, vasos sanguíneos, uretra e estruturas relacionadas à continência estão próximos.
Cirurgias para câncer de próstata podem provocar alterações na continência urinária e na função erétil, mas os resultados variam conforme características como idade, função sexual prévia, anatomia, localização e extensão do tumor, além da possibilidade de preservação dos feixes neurovasculares e técnica empregada.
Quando existe indicação oncológica e condições anatômicas favoráveis, técnicas de preservação dos feixes neurovasculares podem ser utilizadas para tentar manter as estruturas relacionadas à função erétil. Estratégias cirúrgicas voltadas à reconstrução do aparelho urinário também podem contribuir para a recuperação da continência. É justamente a possibilidade de discutir controle da doença e qualidade de vida de forma conjunta que mudou a conversa com os pacientes.
O câncer de próstata frequentemente não provoca sintomas nas fases iniciais. Por isso, a ausência de sinais não deve ser interpretada como garantia de que não há doença. Ao mesmo tempo, alterações urinárias podem estar relacionadas a condições benignas, como a hiperplasia prostática.
O INCA aponta idade avançada, histórico familiar e excesso de gordura corporal entre os fatores associados ao maior risco de desenvolvimento da doença. A decisão sobre investigação com PSA (Antígeno Prostático Específico), exame físico e outros recursos deve ser individualizada, levando em conta idade, histórico familiar, fatores de risco, expectativa de vida e possíveis benefícios e riscos da investigação.
Quando há alterações que precisam de investigação, exames como a ressonância magnética multiparamétrica podem auxiliar na avaliação da próstata e na definição dos próximos passos, inclusive na decisão sobre a necessidade de biópsia.
A saúde da próstata merece atenção ao longo da vida. A seguir, confira cinco atitudes que podem ajudar a manter os cuidados em dia!
Ter pai ou irmão que apresentou câncer de próstata, especialmente em idade mais jovem, pode aumentar o risco e deve ser informado ao médico.
Tumores localizados podem evoluir silenciosamente. A ausência de sintomas não significa necessariamente ausência de doença.
A decisão sobre quando investigar deve ser individualizada de acordo com o perfil de risco de cada homem.
Alterações no PSA podem ocorrer por diferentes motivos. Um resultado elevado não significa automaticamente a presença de câncer.
Ressonância multiparamétrica, biópsia e outros exames podem ser indicados conforme a situação clínica de cada paciente.
Com a aproximação do Novembro Azul, período de conscientização sobre a saúde masculina, a discussão sobre câncer de próstata ganha espaço na imprensa e nas campanhas de saúde. A mensagem, porém, pode ir além da recomendação para que os homens façam exames.
O diagnóstico precoce, a avaliação individualizada e o conhecimento sobre as possibilidades terapêuticas também fazem parte da conversa. Para quem recebe o diagnóstico, entender que o tratamento pode ser planejado considerando tanto o controle do câncer quanto a qualidade de vida ajuda a reduzir o peso emocional da doença.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário