Candidato do Rede Sustentabilidade, Paulo Rubem Santiago foi o segundo participante da sabatina na Rádio Folha - Foto: Vinicius Lins/Folha de Pernambuco Sem estrutura do governo ou de prefeituras, o ex-deputado Paulo Rubem Santiago (Rede) participa da corrida pelo Senado como quem atravessa o deserto munido de um megafone e de uma certeza quase inabalável.
Nas pesquisas de intenção de voto, muitas vezes nem pontua, mas prefere ignorar os gráficos e se fiar nas reviravoltas da história. Para sustentar a tese de uma eleição ainda em aberto, relembra disputas nas quais o favoritismo derreteu e nomes vindos pelas beiradas surpreenderam nas urnas. Aposta na fatia de pernambucanos dispostos a votar em branco, nulo ou ainda indecisos. Na sabatina da Rádio Folha 96,7 FM, apresentou-se a esse eleitorado desencantado como o único "fazedor de cultura". Fundador do grupo de maracatu A Cabra Alada, prometeu elaborar para o setor cultural uma política pública permanente. Terá de operar um milagre na comunicação porque dispõe de apenas 18 segundos no guia eleitoral. Adversários como Marília Arraes, Humberto Costa, Mendonça Filho e Eduardo da Fonte ostentam mais que o dobro desse tempo. Paulo Rubem aposta todas as fichas nas sabatinas e no rádio para tentar furar a bolha. Munido da bagagem de quem já transitou pela Casa José Mariano, pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Deputados por três mandatos, exibe conteúdo técnico sem atalhos. Ataca a privatização do Metrô e da Compesa, questiona os atrasos históricos da Transnordestina e defende o fim da escala 6x1. Com discurso afiado, o experiente professor tem pouco mais de 20 dias para convencer o eleitorado a mudar o curso da história.




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