Eduardo Girão (Novo) e Renan Santos (Missão) cumpriram agendas em Pernambuco nesta sexta (4) - Bianca Amorim/Folha de Pernambuco; Ricardo Fernandes/Folha de Pernambuco Em meio às campanhas nacionais para presidente da República, dois candidatos ao pleito Federal, que fazem oposição ao presidente Lula (PT), cumpriram agendas em Pernambuco nesta sexta-feira (4). O primeiro foi o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), senador Eduardo Girão (Novo-CE), que participou de um encontro promovido pela Associação Comercial de Pernambuco (ACP), no Palácio do Comércio, no Bairro do Recife.
À noite, o candidato a presidente Renan Santos (Missão) participou de um congresso com apoiadores e candidatos pelo partido no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Nas agendas, os candidatos apresentaram posicionamentos sobre as eleições em Pernambuco.
Girão elogiou a administração da governadora Raquel Lyra (PSD) e ressaltou a importância das candidaturas de Carlos Sant'anna (Novo) e de Mendonça Filho (PL) ao Senado pelo estado.
"A gente está oferecendo alternativas para a população (com as candidaturas de Carlos Sant'anna e Mendonça). Alternativas que tenham responsabilidade, e a gente vê a governadora (Raquel Lyra) com muita responsabilidade em relação a esse estado tão importante da nação, que é Pernambuco", declarou Girão.
Já Renan Santos demonstrou confiança na candidatura de Renan Hallais (Missão) ao governo de Pernambuco e teceu críticas ao postulante ao governo estadual João Campos (PSB) e garantiu que fará oposição a ele em todos os sentidos. "Estou muito feliz com o crescimento de Renan (Hallais), meu xará. Ele está com 4% nas pesquisas. No pior dos cenários, ele decide o resultado das eleições aqui. Vou fazer oposição a ele (João Campos) em todos os sentidos"”, disse.
STF Para além da corrida estadual, os candidatos também avaliaram a crise do Supremo Tribunal Federal (STF), após a revelação de conversas entre o ministro da Corte Alexandre de Moraes e o dono do extinto Banco Master, o empresário Daniel Vorcaro.
Girão ressaltou que protocolou, em diferentes oportunidades, pedidos de impeachment contra Moraes e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet e que entrou com um pedido de prisão contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por suposta obstrução de Justiça.
"O momento dramático que o país vive hoje ocorre exatamente devido à autoblindagem dos poderosos do Brasil. Já entramos com pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes várias vezes. O pedido de afastamento e impeachment do Gonet foi nosso no ano passado ainda", disse.
Já Renan Santos criticou Moraes por usar inquéritos das fakes news para acusar o também ministro do STF André Mendonça e defendeu uma nova constituição.
“O que Alexandre de Moraes fez - nem me refiro à participação no escândalo do Banco Master - na tentativa de inclusão de um colega dele da Suprema Corte em um inquérito para salvar ele mostra o quanto a nossa República se diluiu. O Brasil vai precisar de uma nova constituição e vai precisar de pessoas prontas, sem envolvimento em escândalo de corrupção para poder guiar (o país) novamente”, opinou.




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