A carga de energia elétrica no Brasil chegou a registrar quedas de até 14,4% durante os jogos da seleção brasileira na primeira fase da Copa do Mundo, à medida que a população interrompe as atividades usuais e se mobiliza para assistir às partidas, seg
A carga de energia elétrica no Brasil chegou a registrar quedas de até 14,4% durante os jogos da seleção brasileira na primeira fase da Copa do Mundo, à medida que a população interrompe as atividades usuais e se mobiliza para assistir às partidas, segundo informações divulgadas hoje pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
As fortes oscilações de carga durante os jogos no Brasil são acompanhadas de perto pelo ONS, diante do desafio de garantir a estabilidade do sistema elétrico.
A demanda por energia costuma cair perto do início das partidas, disparar nos intervalos — quando os torcedores param para buscar alimentos e bebidas, utilizando eletrodomésticos como geladeira e micro-ondas —, e volta a cair bruscamente com o retorno da partida.
Nesta Copa, a maior variação da carga até então ocorreu ontem, durante a partida contra a Escócia, que terminou com vitória da seleção brasileira por 3 a 0 e classificação para a próxima fase do torneio.
A mobilização para o jogo levou a uma queda máxima de 14,4% em relação à carga de referência, percentual maior do que os verificados para as partidas anteriores, de 9,6% no confronto da seleção com o Haiti e de 8,6% contra o Marrocos.
Segundo o ONS, ontem, a carga de energia no Brasil caiu 7.000 MW, para cerca de 91 mil MW, entre 18h30 e 19h, horário de início da partida com a Escócia — uma redução equivalente à carga média de todo o estado de Minas Gerais.
A queda continuou durante o primeiro tempo do jogo, mas no intervalo, por volta de 19h53, a demanda apresentou uma elevação abrupta, de 5.632 MW, em apenas nove minutos.
Esse foi o maior valor de rampa de elevação de carga em intervalos de jogos do Brasil em relação às últimas três Copas do Mundo, equivalente à soma das cargas médias dos estados de Santa Catarina e Mato Grosso, destacou o ONS.
Ainda ontem, a carga atingiu um valor mínimo de 78.236 MW e, após o encerramento do jogo, a partir das 21h02, houve novo crescimento, da ordem de 8.546 MW, em aproximadamente 18 minutos.
O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, afirmou que o órgão conseguiu responder "prontamente com rapidez e segurança" aos comportamentos da população ligados à Copa que impactam a operação do sistema elétrico brasileiro.
"Essas avaliações nos ajudam a preparar o SIN (Sistema Interligado Nacional) para os próximos jogos da Copa e também para outros eventos de grande mobilização, reforçando nossa responsabilidade com o fornecimento de energia para a sociedade", disse, em nota.
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