Ainda que a exata dimensão dos efeitos do 11 de Setembro para a saúde da população americana siga desconhecida, elementos tornados públicos por autoridades locais nas semanas e meses que antecederam esta sexta-feira (11), marco de 25 anos dos atentados às Torres Gêmeas em Nova York , clarearam um pouco esse cenário. Leia mais (09/10/2026 - 23h00)
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10.set.2026 às 23h00
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Ainda que a exata dimensão dos efeitos do 11 de Setembro para a saúde da população americana siga desconhecida, elementos tornados públicos por autoridades locais nas semanas e meses que antecederam esta sexta-feira (11), marco de 25 anos dos atentados às Torres Gêmeas em Nova York, clarearam um pouco esse cenário.
O número de casos de câncer diretamente relacionados ao ar tóxico que dominou a porção sul de Manhattan naquele momento disparou. Os dados oficiais mais recentes, de agosto passado, mostram que há ao menos 57 mil casos reconhecidos. Há dez anos, eram 5.600.
O crescimento expressivo aponta não apenas para o fato de que os diagnósticos aumentaram, mas também para o fato de que pesquisas científicas, estudos clínicos e uma infinidade de litigâncias permitiram aumentar a correlação entre essas doenças e o ar tóxico que dominou a região naquele dia e nos dias seguintes.
Cabe a advogados como Matthew McCauley representar sobreviventes e socorristas que descobriram seus casos de câncer ou outras doenças anos após os atentados e acreditam que eles estão relacionados com o 11/9, mas ainda não tiveram seu caso reconhecido na Justiça.
McCauley é ex-paramédico e, havia poucos meses aposentado da polícia de Nova York quando ocorreram os ataques, começava a trabalhar com advocacia. Ele chegou a ajudar nos resgates dos escombros, e pouco depois começou a advogar pelas vítimas.
"Se uma pessoa teve certo nível de exposição no dia e trabalhou no local, ela se qualifica para programas de saúde públicos que oferecem uma assistência enorme às pessoas, algo especialmente importante hoje em dia, já que os cuidados médicos e os planos de saúde estão muito caros", diz ele à Folha.
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Um fator novo dos últimos dias pode mudar o rumo dessa história.
Em resposta à pressão popular e judicial que já se estende por duas décadas, o prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, tornou públicos mais de 170 mil arquivos que eram mantidos sob sigilo pela Prefeitura e que mostram falhas na resposta aos atentados. McCauley é um dos advogados que assina esse processo judicial.
A gestão pública disse aos nova-iorquinos, há 25 anos, que era seguro ficar nas ruas no entorno da área atingida pelos ataques terroristas e minimizou a importância de equipamentos de proteção pessoal, como máscaras, para as equipes de resgate.
Aquela zona, no entanto, estava exposta a centenas de substâncias cancerígenas, a mais comum delas o amianto, liberado e pulverizado a partir de materiais de construção e infraestrutura quando desabam.
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A brasileira Maria Nally, 27, natural de Maceió, trabalha com McCauley no atendimento aos que acreditam ter tido a saúde comprometida por esse evento. Todos os dias, fala com diversas famílias.




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