Dores de cabeça podem acender sinal de alerta - Magnific As dores de cabeça se dividem em diversos tipos, como as cefaleias tensional, em salvas, por esforço ou tosse e a mais conhecida, que é a enxaqueca. Elas podem ser incapacitantes, impedir o paciente de realizar determinada atividade. É preciso entender cada caso específico para direcionar o tratamento.
Segundo o neurologista Mário Mélo, do Hospital Jayme da Fonte, a maioria dos casos de dores de cabeça correspondem às cefaleias primárias, que é quando a dor é o próprio problema. Quando ela é secundária, significa que pode ser sintoma de alguma outra doença.
“Isso acontece muito quando há um quadro de meningite, por exemplo. O paciente vai ter febre, dor de cabeça, vômito e sonolência excessiva. Quando a dor de cabeça se trata de um sintoma, é um sinal de alarme. Costuma estar associada a alguma outra coisa”, explica o especialista.
Tratamento Entre os avanços no tratamento das enxaquecas, o especialista cita o Rimegepanto, que foi aprovado em maio de 2026 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento é direcionado para pacientes adultos com pelo menos quatro crises por mês. Produzido pelo laboratório Pfizer, o comprimido orodispersível atua no bloqueio da ação da calcitonina (CGRP), proteína envolvida no desenvolvimento da dor.
“É uma nova opção terapêutica. Talvez seja a grande novidade do momento, mas ainda não é uma realidade para a gente [médicos] prescrever. Provavelmente, quando chegar [no mercado] não vai ser um medicamento que vai ser para todo mundo. Vai ser usado em cenários bastante específicos”, acrescenta.
“Um ponto importante é que, mesmo sem essa novidade, a gente tem muitos tratamentos disponíveis para enxaqueca. Essa situação é uma das que mais geram dias de trabalho perdido, sobretudo em mulheres jovens, que é o público que tem enxaqueca”, destaca.
Prevenção A prevenção pode envolver questões farmacológicas ou não farmacológicas. Do ponto de vista não medicamentoso, é importante saber o que está causando as dores e se há algum gatilho evidente para que o tratamento seja conduzido. Há diversas opções de medicamentos para tratamento das dores de cabeça, como betabloqueadores, antidepressivos, anticonvulsivantes e ansiolíticos.
“Com tratamento medicamentoso e não medicamentoso juntos e atividade física, a gente consegue deixar essa pessoa sem essas dores ou, pelo menos, com uma melhora muito grande. A cabeça não é para doer”, finaliza Mélo.
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