Segundo o líder do banco suíço, a crise da dívida soberana de França está ao mesmo nível do cenário vivido por países como Itália, Grécia e Portugal ...

As declarações do responsável do UBS surgem num momento de forte pressão sobre as obrigações do Tesouro francês (OATs). O rendimento da dívida francesa a 10 anos registou subidas acentuadas nas últimas semanas, atingindo picos perto dos 4,91% antes de recuar para os 4,76%. Pela primeira vez em vários anos, os custos de endividamento de França superaram os de países como a Grécia e Itália.

O aumento galopante da dívida pública e a incerteza política que antecede as eleições presidenciais intensificaram os receios dos mercados. Marine Le Pen, candidata à Presidência da República do espectro político mais direita, já prometeu cortes maciços nos gastos públicos para controlar as contas, alertando inclusive para o risco de o país entrar em incumprimento (default).

A fuga de capital dos investidores das OATs francesas em direção à segurança das obrigações alemãs (Bunds) fez disparar o diferencial (spread) entre os dois títulos para cima dos 140 pontos base. Embora o Banco Central Europeu (BCE) se mantenha atualmente à margem, analistas indicam que a instituição liderada por Christine Lagarde poderá alterar o tom do seu discurso caso o prémio de risco continue a alargar.

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