Aconteceu no Oscar nos últimos dois anos, aconteceu na Copa do Mundo, principalmente com o fenômeno Vozinha, e agora na F1: a Haas já está sentindo o impact...
Aconteceu no Oscar nos últimos dois anos, aconteceu na Copa do Mundo, principalmente com o fenômeno Vozinha, e agora na F1: a Haas já está sentindo o impacto do engajamento brasileiro nas mídias sociais dias depois de anunciar que Rafael Câmara será um dos pilotos da equipe a partir da próxima temporada.
No Instagram, o time norte-americano postou seis reels sobre a contratação, sendo que cinco passaram de 1.3 milhões de views e a confirmação do piloto brasileiro chegou a 4,7 milhões. São números bem acima do a Haas faz postagens de vídeos com os pilotos, raramente chega em 1 milhão de visualizações e a média fica entre 300 e 400 mil.
É claro que o fator novidade puxa bastante estes números. Anúncios de pilotos sempre geram uma movimentação maior nas mídias sociais das equipes. Porém, mesmo uma comparação com a chegada de Ollie Bearman chama a atenção.
Os dois são jovens promissores, vindos de países com um público de F1 tradicionalmente fiel (Bearman é britânico) e trazem consigo também o interesse dos ferraristas por terem vindo do programa de jovens da Scuderia. Quando Bearman foi anunciado, inclusive, já havia muita atenção em cima dele pelo britânico ter feito uma corrida pela Ferrari, substituindo Carlos Sainz no GP da Arábia Saudita de 2024, e por ter participado de vários treinos livres na própria Haas.
Os números registrados de curtidas no Instagram desde a quinta-feira (15), quando Câmara foi anunciado, por exemplo, são até 4 vezes maiores do que os obtidos pela Haas no anúncio de Bearman.
O que diferencia o público brasileiro não é só o volume, mas o nível de engajamento. Comparando os posts de chegada de Bearman e Câmara, o número de comentários foi cerca de oito vezes maior nos últimos dias. Comparando as postagens do time norte-americano nos dias anteriores, a taxa de engajamento subiu de 0.8% para perto de 12%.
O crescimento também fica claro no número de seguidores da Haas, que costuma ganhar de 500 a 1000 seguidores por mês e, nos últimos cinco dias, adicionou pelo menos 40.000. Isso, antes mesmo de Câmara fazer uma sessão oficial pelo time.
E o efeito não é sentido apenas pela equipe: um exemplo é uma postagem da própria Fórmula 1, com fotos de Câmara e Gabriel Bortoleto dizendo "Vai, Brasil". Comparando com todas as postagens de domingo até a confirmação do GP da África na terça-feira, foram cerca de 60 publicações e apenas sete superaram as 785 mil curtidas que a montagem dos brasileiros teve. Duas destas publicações foram focadas em Kim Kardashian, que estava no GP de Singapura acompanhando o namorado Lewis Hamilton.
É um engajamento que chega em bom momento para a Haas: levantamento publicado pelo podcast Business of Speed, focado em estratégias de negócio dentro do automobilismo, indicou que a equipe norte-americana teve a pior performance em mídias sociais (computando Instagram, X, Youtube, Facebook e TikTok) entre os 11 times da F1 nas 16 primeiras etapas do ano.
Enquanto a Mercedes bate a marca de 3 bilhões de visualizações, a Haas obteve 121.2 milhões. Veremos se os resultados da próxima temporada acompanham o crescimento dos últimos dias ou se a empolgação dos brasileiros com seu novo representante na F1 terá limite de validade.
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