Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas. (Para compa…
Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.
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Não faz muito tempo que a Chevrolet tomou a frente e foi a primeira fabricante nacional a trazer de volta um modelo movido exclusivamente a etanol. O Onix Eco, lançado em junho de 2026, foi concebido sob medida para beneficiar-se do Programa Mover, projeto do governo federal que concede incentivos fiscais a modelos que atendam a determinados critérios quanto à emissão de poluentes, nível de potência, eficiência energética, tipo de combustível utilizado e tecnologia empregada no conjunto mecânico.
No caso do Onix Eco, o uso exclusivo de etanol enquadra o modelo nos requisitos do programa, dando a ele um desconto de 0,5% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre a alíquota base de 6,3%. Agora, a Chevrolet já confirmou que outras versões do carro passarão a contar com o motor a álcool.
O registro inclui as versões Turbo AT, LT, LTZ e Premier, tanto para o Onix hatch quanto para o sedã Onix Plus. Vale lembrar, porém, que nem todas estas versões são comercializadas atualmente — a versão LT não está disponível para nenhuma das carrocerias, e o LTZ é oferecido apenas como sedã. É comum, porém, que as fabricantes registrem modelos que ainda não chegaram ao mercado.
A decisão faz sentido porque, além do Programa Mover, o motor a etanol também ajuda a Chevrolet a reduzir as emissões de toda sua gama, mantendo o nível de NMOG (gases orgãnicos não-metano) e NOx (óxidos de nitrogênio) abaixo do limite corporativo de 50 mg/km para carros de passeio. A tolerância vai cair ainda mais a partir de 2027, passando a 40 mg/kg.
O motor do Onix Eco é idêntico ao 1.0 Turbo CSS Prime flex já utilizado pela Chevrolet — todos os componentes são idênticos e até mesmo a taxa de compressão se manteve em 10,5:1. O que mudou foi o mapa da ECU, que alterou elementos como tempo de injeção, ponto de ignição, controle de pressão do turbo e outros parâmetros do motor para queimar apenas etanol. O motor entrega 115 cv a 5.500 rpm e 16,8 kgfm de torque entre 2.000 e 4.500 rpm, sendo sempre associado ao câmbio automático de seis marchas.
Ainda não há previsão oficial a respeito de quando as novas versões estarão disponíveis, mas não deve demorar. (Dalmo Hernandes)
Um carro do acervo brasileiro voltou de Pebble Beach com troféu pelo segundo ano consecutivo. O Isotta Fraschini Tipo 8A Cabriolet d’Orsay 1925 do Carde, museu de Campos do Jordão, ficou em segundo lugar em sua classe na 75ª edição do Pebble Beach Concours d’Elegance, realizada no último domingo (16), na Califórnia.
O carro brasileiro também tem uma história que talvez seja tão interessante quanto o prêmio. Trata-se de um Tipo 8A com chassi 810 e carroceria Cabriolet d’Orsay de sete lugares feita pela Carrozzeria Castagna, de Milão. Segundo o Carde, é o único exemplar conhecido exatamente nessa configuração. Sob o capô há um oito-em-linha de 7,4 litros com cerca de 110 cv.
O Isotta está no Brasil praticamente desde novo. Ele foi importado pelo industrial Henrique Lage (o mesmo do Parque Lage, no Rio de Janeiro) como presente para sua mulher, a cantora lírica italiana Gabriella Besanzoni. Décadas depois, o carro foi restaurado por Eduardo André Matarazzo e passou a integrar sua coleção, antes de ser incorporado ao acervo do Carde. Para a viagem a Pebble Beach, o Isotta passou por mais uma restauração menor para correção de detalhes — entre eles, o acabamento dos metais, que voltou a usar banho de níquel no lugar do cromo, e a carroceria, que recuperou sua pintura cinza original.
E não é a primeira vez que o museu de Campos do Jordão consegue chamar atenção em Pebble Beach. Em 2025, outro Isotta Fraschini Tipo 8A do Carde, um SS Cesare Sala Guida Interna Super Sport de 1928, recebeu o Lap of Luxury Award, prêmio concedido ao automóvel com a melhor representação do luxo de sua época. (Leo Contesini)
Desde que o Audi TTRS e o RS Q3 saíram de linha, o último bastião do icônico motor cinco-cilindros turbo da Audi é o RS3. E ele próprio, até onde sabemos, estava condenado — por conta do Euro 7, que entra em vigor novembro e estabelece limites ainda mais rígidos para emissão de poluentes, o cinco-cilindros deixaria de cumprir as exigências e sairia de linha na Europa. A Audi chegou a dizer que manteria o motor em produção até meados de 2027 para outros mercados com limites mais brandos, mas depois disso seria mesmo o fim da linha.
O motivo era bem simples: dinheiro. Embora deixasse claro que é tecnicamente possível retrabalhar o motor cinco-cilindros para cumprir as normas ambientais, a Audi disse no início desse ano que as vendas do RS3 não eram suficientes para justificar o investimento.
Acontece que nem tudo está perdido. De lá para cá, a fabricante de Ingolstadt tem se mostrado aberta a reconsiderar. Quem diz não é qualquer um, e sim o próprio Rolf Michl, chefe da Audi Sport. Falando aos britânicos da Autocar, Michl revelou que a fabricante ainda não descartou completamente estender o ciclo de vida do motor 2.5.
Uma forma de diluir os custos de desenvolvimento seria colocar o cinco-cilindros em outros modelos além do RS3. Isso já aconteceu em outubro de 2025, quando o Cupra Formentor, versão esportiva do SUV da SEAT, foi apresentado. Já faz algum tempo que rolam boatos de que o Golf R poderia ganhar uma versão de cinco cilindros para comemorar o aniversário de 25 anos da versão em 2027, mas por ora não existe nada oficial. O negócio é torcer. (Dalmo Hernandes)
O GT3 Evo é uma evolução do RX-Vision GT3 lançado para Gran Turismo em 2020 com mudanças mais radicais nessa transformação do conceito em carro de corrida. Os para-lamas ficaram bem mais largos, especialmente na traseira, enquanto a dianteira ganhou um splitter maior e novos elementos aerodinâmicos. Atrás, há um difusor mais agressivo e uma asa enorme.
A Mazda ainda não divulgou os dados técnicos da nova versão, portanto não sabemos se as mudanças serão apenas aerodinâmicas ou se haverá também mais potência e alterações de desempenho dentro do jogo.O RX-Vision GT3 original, contudo, já tinha uma ficha técnica interessante — ainda que completamente hipotética: a Mazda imaginou o carro com um motor Skyactiv-R Wankel de quatro rotores, aproximadamente 570 cv e tração traseira.
Desde o fim do RX-8, em 2012, a Mazda não oferece um verdadeiro esportivo com motor rotativo. A marca chegou a oferecer um Wankel no MX-30 R-EV, mas apenas como gerador de energia para o sistema elétrico, sem ligação mecânica com as rodas.
Depois veio o Iconic SP, apresentado em 2023, com proporções de esportivo compacto e um sistema híbrido no qual um motor rotativo de dois rotores também trabalha como gerador. Desde então, a própria Mazda já admitiu que gostaria de transformar o conceito em um carro de produção, embora o projeto ainda dependa de viabilidade financeira. Enquanto isso não acontece, só nos resta pilotar o carro no mundo virtual. (Leo Contesini)




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