Christa Pike sobrevive a duas injeções letais nos EUA; entenda o caso O caso da americana Christa Pike, condenada por um homicídio cometido na década de 1990 que sobreviveu a duas injeções letais administradas nesta quarta-feira (30) no Tennessee, Estados Unidos, reacendeu o debate sobre a pena de morte no país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo advogados da detenta citados pelo jornal The New York Times, a equipe de execução teria usado ao menos set

03/10/2026 05h00 Atualizado 03/10/2026

A condenada Christa Pike sobreviveu a 2 injeções letais aplicadas nesta quarta-feira (30) no Tennessee, Estados Unidos. O caso reabriu o debate nacional sobre a pena de morte.

A equipe de execução usou ao menos 7 agulhas e errou os acessos venosos da detenta. O governador do Tennessee suspendeu as execuções previstas até o fim do ano.

Pike foi condenada em 1996 pelo homicídio de Colleen Slemmer em 1995. A defesa pedia clemência argumentando problemas de saúde mental e a pouca idade da condenada.

Desde 1976, os Estados Unidos registraram ao menos 64 execuções fracassadas. A injeção letal é o método principal adotado em 27 estados que mantêm a pena capital.

Christa Pike sobrevive a duas injeções letais nos EUA; entenda o caso

O caso da americana Christa Pike, condenada por um homicídio cometido na década de 1990 que sobreviveu a duas injeções letais administradas nesta quarta-feira (30) no Tennessee, Estados Unidos, reacendeu o debate sobre a pena de morte no país.

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Segundo advogados da detenta citados pelo jornal The New York Times, a equipe de execução teria usado ao menos sete agulhas na tentativa de estabelecer um acesso intravenoso para administrar as doses letais de pentobarbital.

Pike, de 50 anos, teria ficado com bolhas e queimaduras ao redor dos cateteres. Ela está sob cuidados médicos e o estado de saúde dela é crítico, informou a defesa. Especialistas médicos dizem que ela poderá ter danos cerebrais permanentes.

O pentobarbital é um barbitúrico, uma classe de medicamentos que age sobre o sistema nervoso central, desacelerando a atividade cerebral.

Os usos médicos aprovados incluem sedação, tratamento de curto prazo da insônia, preparação para anestesia e controle emergencial de determinadas crises epilépticas graves. Ele também é utilizado na eutanásia veterinária.

Em doses mais elevadas, a substância pode provocar coma, suprimir a respiração e provocar parada cardíaca, levando à morte.

Como Christa Pike sobreviveu ao pentobarbital?

Christa Pike entrando em tribunal no Tennessee, nos Estados Unidos. Foto de dezembro de 2007. — Foto: J. Miles Cary/Knoxville News Sentinel/USA TODAY via REUTERS

Entre as hipóteses cogitadas por especialistas médicos estão a de que o pentobarbital provavelmente foi parar nos tecidos ao redor do ponto perfurado, em vez de cair diretamente na corrente sanguínea.

Isso pode ter impedido que a droga atingisse os níveis necessários no sistema circulatório para interromper a respiração.

O uso de diversas agulhas – uma delas aparentava estar deformada quando foi retirada, segundo testemunhas – e as bolhas e queimaduras no braço relatados pelos advogados de Pike reforçariam essa tese.

“Aparentemente, em nenhum momento qualquer integrante da equipe de execução percebeu que os acessos intravenosos não estavam posicionados corretamente ou que as veias haviam se rompido”, escreveram os advogados em um documento enviado à Justiça.

“Com isso, o pentobarbital entrou, total ou parcialmente, no corpo da senhora Pike.”