Fernando Henrique Cardoso enfrenta Alzheimer em estágio avançado e passa a ter curador provisório após decisão da Justiça. Foto: divulgação Fundação FHC/reprodução Ex-mandatário da República por oito anos tem doença em progressão e vive sob a tutela do filho Paulo Henrique Cardoso como curador provisório. O post Com Alzheimer avançado, FHC completa 95 anos interditado e sem lembrar que foi presidente apareceu primeiro em Diário do Pará .
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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 95 anos, enfrenta um quadro avançado de Alzheimer e já não se lembra de que foi presidente da República. A informação veio a público após a divulgação dos detalhes do processo que resultou em sua interdição judicial, determinada pela Justiça de São Paulo a pedido da família diante da evolução da doença.
A decisão estabelece que FHC, como também ficou conhecido, deixa de responder diretamente por atos da vida civil relacionados à administração de bens, questões financeiras e responsabilidades patrimoniais. O processo tramita sob segredo de Justiça.
Além disso, a Justiça nomeou Paulo Henrique Cardoso como curador provisório do ex-presidente. A decisão teve como base relatórios médicos, a concordância dos demais familiares e a relação de confiança entre pai e filho, que ficará responsável por acompanhar os atos civis e patrimoniais de FHC enquanto durar a curatela provisória.
O pedido de interdição foi apresentado pelos filhos Paulo Henrique Cardoso, Luciana Cardoso e Beatriz Cardoso. A medida é prevista pela legislação para proteger pessoas que, em razão de doenças que comprometem a capacidade cognitiva, deixam de reunir condições para administrar a própria vida civil.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, o raciocínio, a linguagem e outras funções cognitivas. Com o avanço da enfermidade, pacientes podem perder a autonomia para tomar decisões, reconhecer pessoas próximas e recordar acontecimentos marcantes da própria trajetória.
No caso de Fernando Henrique Cardoso, as informações divulgadas apontam que a doença evoluiu significativamente. A interdição não representa perda de direitos fundamentais, mas uma medida de proteção jurídica para preservar sua segurança pessoal e patrimonial.
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