Nos próximos meses, o tribunal vai julgar diferentes ações sobre a regulamentação das apostas no país

Priorizar nos meus resultados Google Com o STF prestes a julgar ações que discutem o fenômeno desastroso das apostas esportivas no país, uma onda de lobistas tomou o tribunal. O assédio tenta impedir que a Corte imponha limitações ao amplo mercado das bets, lucrativo para o setor e desastroso para a economia e para milhões de famílias endividadas.

Ministros do STF confidenciaram ao Radar o desconforto com as investigadas dos representantes do setor. “Já vimos esse filme. Não termina bem”, diz um ministro.

Na quarta, o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, recebeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para uma conversa sobre a fiscalização do setor de apostas, usado pelo crime organizado para lavar dinheiro e para aplicar golpes em viciados em jogos.

Fachin confirmou que o Supremo analisará o mérito de ações — relatadas por Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça e Cármen Lúcia — relacionadas à regulamentação das apostas no país até o fim do ano e deu um recado:

“No desenvolvimento do segundo semestre, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar essas matérias, certamente levará em conta tudo o que já foi recolhido nos autos, bem como nas audiências públicas”, disse Fachin.