Uma comissão internacional de investigação com mandato da ONU acusou Israel nesta terça-feira (23) de "visar deliberadamente" crianças palestinas na Faixa de Gaza e afirmou mais uma vez que o que ocorre no território é um genocídio". Leia mais (06/23/2026 - 19h39)
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23.jun.2026 às 19h39
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Uma comissão internacional de investigação com mandato da ONU acusou Israel nesta terça-feira (23) de "visar deliberadamente" crianças palestinas na Faixa de Gaza e afirmou mais uma vez que o que ocorre no território é um genocídio".
Na publicação de um novo relatório, o presidente da comissão, Srinivasan Muralidhar, afirmou em um comunicado que "ao visar crianças, Israel ataca a capacidade do povo palestino de existir e de determinar seu futuro".
A missão de Israel na ONU, por sua vez, qualificou o relatório de "difamatório" e acusou a comissão de "silêncio sobre as táticas brutais do Hamas, que ataca sem piedade as crianças israelenses e utiliza crianças palestinas como escudos humanos".
Em setembro, a Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU, que tem mandato do Conselho de Direitos Humanos da organização, mas que não se pronuncia em nome dela, chegou "à conclusão de que está ocorrendo um genocídio em Gaza".
Após a publicação do primeiro relatório, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, declarou que observava "provas crescentes" de um genocídio em Gaza.
A equipe ressalta em seu relatório mais recente que encontrou provas de que "as forças de segurança israelenses miraram e mataram deliberadamente crianças palestinas", o que considerou um fator-chave para estabelecer a "intenção genocida por parte das autoridades e das forças de segurança israelenses de destruir o maior grupo palestino de Gaza".
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"Mesmo depois do cessar-fogo de outubro de 2025, continuam matando e ferindo gravemente crianças; Israel continua ignorando o cessar-fogo e a proteção que o direito internacional obriga a conceder às crianças palestinas", destacou o grupo de investigadores.
"Ainda que as bombas e as armas se calem em Gaza e na Cisjordânia, as crianças palestinas não vão se levantar de um dia para o outro, pois a destruição de sua saúde, de sua educação e de seu desenvolvimento é irreversível", continua o texto.
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O governo de Binyamin Netanyahu e o grupo terrorista Hamas trocam acusações quase diárias de violações da trégua que entrou em vigor em outubro do ano passado, enquanto a Faixa de Gaza continua assolada pela violência em consequência da guerra desencadeada pelo ataque da facção em 7 de outubro de 2023 contra o território israelense.
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