Vídeos de poucos segundos e transmissões ao vivo já movimentam cifras milionárias no comércio digital.

No último ano, criadores ligados ao ecossistema liderado pelo empresário Diogo Kobata movimentaram R$ 410 milhões em vendas somente no TikTok Shop.

O número ajuda a dimensionar uma mudança que vem ganhando força no varejo: creators que antes eram vistos principalmente como nomes para campanhas publicitárias passaram a atuar diretamente na distribuição e venda de produtos.

Empresário e especialista em ecossistemas digitais, Kobata lidera o MVM Group e acompanha uma comunidade de criadores que atua com produtos físicos e digitais, no Brasil e também em operações internacionais.

O grupo trabalha na conexão entre creators, tecnologia, distribuição, comunidade e crescimento empresarial.

Apesar dos números alcançados no TikTok Shop, a atuação desses criadores não está restrita à plataforma.

O social commerce vem abrindo caminhos para comercialização em diferentes canais e até fora do país.

Nos últimos três meses, operações ligadas ao ecossistema movimentaram aproximadamente R$ 1,8 milhão em vendas nos Estados Unidos, o equivalente a cerca de US$ 300 mil.

Entre os itens comercializados estão produtos físicos, digitais e aplicativos desenvolvidos por empresas ligadas ao próprio grupo, ampliando a atuação para além do modelo tradicional de afiliados.

Os resultados aparecem em meio ao avanço do TikTok Shop no mercado brasileiro.

Em seu primeiro ano de operação no país, a plataforma registrou crescimento de 102 vezes no GMV médio diário mensal.

No mesmo período, o número de criadores afiliados ativos aumentou 46 vezes, enquanto o GMV gerado por lives avançou 161 vezes.

Os números ajudam a mostrar como vídeos curtos e transmissões ao vivo deixaram de funcionar somente como formatos de entretenimento e passaram a ocupar um espaço relevante na jornada de compra.

Para Kobata, a transformação vai além do crescimento de uma plataforma específica.

“Nossos membros movimentaram R$ 410 milhões em vendas no TikTok Shop no último ano. Mas esse movimento é maior do que uma única plataforma. Hoje, nossa comunidade comercializa produtos físicos e digitais também fora do Brasil, com operações que geram receita em dólar. Isso mostra que o criador deixou de ser apenas alguém que publica conteúdo e passou a ser uma força real de distribuição, aquisição de clientes e geração de vendas para marcas”, afirma.

A dinâmica é diferente daquela encontrada no e-commerce tradicional.

Em marketplaces e lojas virtuais, geralmente o consumidor entra no ambiente digital já procurando determinado produto.

No social commerce, a descoberta pode acontecer enquanto a pessoa assiste a um vídeo, acompanha uma live ou recebe uma recomendação.

O produto aparece inserido no conteúdo, ganha demonstração e prova social e pode ser comprado em poucos cliques.

Audiência, conteúdo e distribuição passam, assim, a fazer parte de uma mesma jornada.