Graciene Micucci foi presa pela Operação Paládio, do MPSP, em Campinas — Foto: Reprodução

A consultora financeira Graciene Micucci e o marido dela, o policial militar Ricardo Salles Gasparini Patini, estão entre os presos pela Operação Paládio, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na manhã desta terça-feira (22) em Campinas (SP).

Segundo o MPSP, Graciene e Ricardo atuavam por meio da Ateena Novos Negócios e ofereciam fundos de investimento fraudulentos. As apurações começaram depois que duas pessoas denunciaram um prejuízo de R$ 700 mil. Os promotores identificaram mais de 20 vítimas no país.

Ao todo, seis prisões foram realizadas na região de Campinas (SP) e uma no Mato Grosso. Um dos investigados é considerado foragido e pode estar na capital paulista. Também foram bloqueados valores e apreendidos sete veículos durante a operação.

O g1 tenta localizar as defesas para pedir um posicionamento.

Quem são os principais investigados

Graciene Micucci e Ricardo Patini estão entre presos pela Operação Paládio, do MPSP, em Campinas — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Graciene Micucci é apresentada pela própria empresa Ateena Novos Negócios como CEO. No site da companhia, ela é descrita como profissional com mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro.

O texto diz que a empresária havia criado a Ateena com a proposta de oferecer atendimento personalizado e conectar clientes a "oportunidades sólidas", além de destacar segurança, clareza e confiança na relação com os investidores.

Segundo o MPSP, porém, ela e outros integrantes do grupo utilizavam a estrutura para oferecer investimentos fraudulentos. O escritório principal funcionava desde dezembro de 2024 em um condomínio empresarial de luxo no bairro Cambuí, em Campinas.

Ricardo Salles Gasparini Patini, marido de Graciene, é policial militar e foi preso pela Corregedoria. De acordo com as investigações, ele participava da administração da estrutura e também atendia vítimas que procuravam o escritório da empresa.

Além dos dois, foram presos outros investigados ligados ao escritório de Campinas e a empresas que, segundo o MPSP, participavam da movimentação dos valores. Todos tiveram a prisão preventiva decretada.

A Corregedoria da PM informou em nota que cumpriu, os mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, expedidos pela 5ª Auditoria do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, na residência de um policial militar do 36º BPM/I, no Jardim Laranjeiras, em Limeira (SP).

"Durante as buscas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e veículos automotores. O policial foi conduzido ao Presídio Militar Romão Gomes, na Capital, onde permanece preso à disposição da Justiça. A Polícia Militar não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a preservação dos valores institucionais".