Uma menina de 7 anos foi morta com um tiro na cabeça após homens armados invadirem a casa onde ela morava, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na madrugada de segunda-feira (22). Leia mais (06/23/2026 - 17h57)

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23.jun.2026 às 17h57

Uma menina de 7 anos foi morta com um tiro na cabeça após homens armados invadirem a casa onde ela morava, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na madrugada de segunda-feira (22).

De acordo com o relato da mãe à polícia, o grupo pulou o muro da residência, arrombou uma porta e se identificou como policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Ao perceber a invasão, a mãe orientou a criança a se esconder dentro de um guarda-roupa.

Ela foi atingida por um disparo, socorrida, mas morreu no hospital.

A Polícia Civil investiga a motivação da invasão. Nada foi levado da residência. Entre as hipóteses apuradas estão a possibilidade de os criminosos estarem à procura do pai da menina, que não estava em casa no momento do crime, ou de terem confundido o endereço.

Eduarda foi enterrada nesta terça-feira (23). Durante o velório, familiares e amigos pediram justiça. Emocionado, o pai da criança, Leandro Abreu, afirmou que "a covardia acabou com a minha filha".

"Estou muito triste. Nunca imaginei que uma coisa dessas pudesse acontecer dentro da nossa própria casa. Só peço justiça pela minha filha, pela maldade que fizeram com ela. Isso destrói qualquer pai. Sempre trabalhei, cuidei da minha família e nunca fiz mal a ninguém. Hoje estou aqui enterrando a pessoa que eu mais amava", disse.

Leandro também negou qualquer envolvimento com atividades criminosas. Os pais da menina reforçaram o pedido por justiça e cobraram a identificação dos responsáveis pelo crime.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que busca esclarecer as circunstâncias da invasão e a motivação do assassinato.

Dados do Instituto Fogo Cruzado mostram que, em 2026, pelo menos oito crianças de 0 a 11 anos foram baleadas na região metropolitana do Rio de Janeiro. Três morreram e cinco ficaram feridas. O número é igual ao registrado entre 1º de janeiro e 22 de junho de 2025, quando também houve oito crianças baleadas, sendo uma morta e sete feridas.

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