Sem citar Moraes, Lula pediu investigação ampla do caso, enquanto adversários foram mais incisivos e cobraram afastamento do ministro do STF

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF), provocada pelo suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, levantou, entre candidatos à Presidência da República, a pauta do impeachment de magistrados. A maioria dos presidenciáveis tem defendido o processo publicamente — em uma estratégia para ganhar popularidade.

Moraes virou epicentro do conflito após um relatório da Polícia Federal mapear trocas de mensagens e ao menos seis encontros entre o magistrado e o banqueiro. A suspeita é de que o ministro do STF tenha recebido vantagens econômicas para municiar Vorcaro com informações sigilosas sobre operações policiais.

A crise escalou após Moraes afirmar, nessa quinta-feira (3/9), haver “fortes indícios” de que o colega de Corte André Mendonça cometeu abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Moraes remeteu o caso ao presidente do tribunal, Edson Fachin, no âmbito do Inquérito das Fake News.

Todos os candidatos mais bem colocados nas pesquisas se manifestaram sobre o tema.

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